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Arquivo da categoria: TECNOLOGIA

Só uma vaga lembrança

Antes eu achava que era só impressão, mas pelo que eu tenho lido, pesquisas confirmar que a facilidade da internet, assim como a popularização dos smartphones, está deixando nossa memória mais preguiçosa. Quer dizer, antigamente nós realmente aprendíamos as coisas, ou pelo menos decorávamos. Hoje em dia, se eu não sei algo, se tenho alguma dúvida, eu não preciso mais aprender, pois tenho a resposta na palma da mão, basta digitar o que eu quero, aliás, basta falar o que eu quero saber e a resposta surge na tela do celular. Aí é só ler, usar para o que interessa e… descartar, porque se eu precisar novamente, sei que estará ali.

A cada dia que passa menos as pessoas tem se preocupado em conhecer sobre as coisas de forma mais profunda, um simples tweet com seus 140 caracteres, uma simples imagem compartilhada no Facebook, uma manchete publicada no Google Plus já é recebida como informação e, muitas vezes, assumida como verdade.

Antigamente armazenávamos as informações na nossa cabeça, hoje em dia temos os bookmarks e as wikis para cuidar disso e em caso de dúvida, basta perguntar à quem tudo sabe e tudo vê, o Google.

O pior (ou seria melhor?) de tudo é que isso não se restringe a conhecimentos gerais ou específicos. Nossa vida pessoal também tem sido atingida. Sabe aquele evento, aquela festa? Não?! Tudo bem, basta dar uma pesquisada nos Facebooks da vida. Não lembra onde esteve na última semana? Não tem problema, basta acessar seu histórico do Foursquare. Assim, cada compromisso, livros lidos, listas de desejos, tarefas do dia a dia, enfim, tudo em nossa vida parece estar ficando armazenado não mais em nossa mente, mas na nuvem, e a cada dia nossas principais memórias são as RAMs e ROMs, de resto, tudo não passa de uma vaga lembrança.

 
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Publicado por em fevereiro 27, 2014 em CRÔNICAS E CONTOS, TECNOLOGIA

 

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Kindle x Kobo Touch

Dezembro de 2012 pode ser considerado o mês do ebook no Brasil. O mercado, que andava meio tímido por aqui, sofreu um aporte de peso com três das maiores empresas do mundo entrando de vez no jogo de livros digitais no Brasil, a Amazon, a Google e a Kobo. Isso sem contar que já temos disponível há algumas semanas também a iBookstore, da Apple.

E se temos livros digitais, precisamos de leitores de livros digitais. E aí duas empresas ganham destaque no Brasil, Kobo, que já está comercializando oficialmente no Brasil, através da Livraria Cultura, a versão Touch de seu leitor eletrônico, e a Amazon, com seu Kindle, que começou a ser vendido recentemente na internet e em algumas lojas físicas, sendo até então o leitor mais popular, e mais fácil de se comprar, por aqui, mesmo antes de seu lançamento oficial. Claro que também já existiam por aqui leitores da Positivo e da Gato Sabido, porém são tão caros e deficientes frente aos novos concorrentes, que nem vem ao caso comentar (nunca vou me esquecer do dia que fui todo ansioso ver um Positivo Alpha, na própria Livraria Cultura, e o quanto me decepcionei com o que vi. Quase me desiludi com essa coisa de leitura digital, até que o Kindle surgiu em minha vida para me salvar).

Antes que alguém venha dizer que me esqueci de considerar os tablets, quero deixar claro que tablets e eReaders são coisas diferentes, são categorias de produtos totalmente distintas. A própria Amazon e Kobo entendem isso, tanto que ambas possuem também tablets entre seu portfólio de produtos, mas mantêm os eReaders como prioridade entre os produtos eletrônicos.

Um eReader é um aparelho dedicado, exclusivo para a leitura de livros e conteúdos digitais. Possue tela monocromática, é extremamente leve, pequeno, e tem seu design desenvolvido pensando no conforto. O maior diferencial de um eReader é a tecnologia eInk, conhecida como o papel eletrônico, ou tinta eletrônica. Tal tecnologia proporciona algo que nenhum tablet é capaz, a perfeita sensação de estar lendo uma página de papel de verdade. Até pouco tempo atrás, outro diferencial era a falta de brilho da tela, o que impossibilitava seu uso no escuro, que é exatamente o que acontece com um livro convencional de papel, porém tanto a Kobo quanto a Amazon resolveram dar um passo a frente nesse quesito, apresentando recentemente seus novos eReader com uma nova tecnologia de iluminação das telas eInk, a Kobo com seu Kobo Glo e a Amazon com seu Kindle PaperWhite.

Mas o foco deste texto é fazer uma singela comparação entre o Kindle tradicional, conhecida como versão 4, que é a versão lançada no Brasil, de acordo com o site da Amazon no Brasil, e o Kobo Touch, versão atualmente disponível na Livraria Cultura. Meu objetivo é realizar uma comparação simples, com base na minha experiência com esses dois dispositivos, para que seja possível entender o que eles possuem de semelhanças, diferenças, seus pontos positivos e negativos, de forma a ajudar quem está pensando em comprar um aparelho do tipo, a escolher o melhor para seu perfil. Em momento algum tenho como objetivo estabelecer qual é o melhor ou o pior, pois entendo que no que diz respeito a certas tecnologias, o que pode ser melhor para mim, não necessariamente seja o melhor para todos, e assim caminha a humanidade.

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Design 

Eu considero design uma questão meio subjetiva, pois leva muito em consideração o gosto pessoal de cada um. No meu caso, acho o design e acabamento do Kindle melhor, que passa uma aparência de equipamento mais resistente, porém, isso é apenas aparência mesmo, pois o Kobo é tão resistente quanto o Kindle. Acredito que a variedade de cores do Kobo também possa contar como vantagem para alguns.

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O Kobo, por ser Touch, tem ainda um visual mais simplista, possuindo apenas um botão na frente, que fica abaixo da tela, enquanto o Kindle possui cinco botões no mesmo lugar. Ainda em minha opinião, os botões do Kindle, além de facilitar seu uso, conforme falarei adiante, conferem uma melhor aparência ao produto.

Ambos possuem um botão para ligar/desligar ou acionar a tela de descanso. No Kindle tal botão está localizado na parte inferior, ao lado da entrada microUSB, enquanto no Kobo o botão fica na parte de cima do aparelho.

Além disso, o Kindle possue ainda botões laterais para virar as páginas, o que não existe no Kobo, onde as páginas são viradas ao tocar na tela.

 

Tela

Tanto o Kobo Touch quanto o Kindle possuem tela de seis polegadas, embora quando colocados lado a lado pareça que a tela do Kindle é maior. A tela de ambos utiliza a tecnologia eInk e não são coloridas, o que faz com que tais leitores não sejam uma boa opção para a leitura de livros com ilustrações coloridas, livros fotográficos, revistas e HQs coloridas.

Por outro lado, a leitura de livros comuns é uma experiência maravilhosa, tanto em um quanto em outro. Não há muitas diferencias neste caso, a não ser a questão do touch.

O touch do Kobo facilita muito na hora de se digitar, porém para virar páginas, acessar funções e menus, os botões do Kindle facilitam muito mais, principalmente para o uso com uma mão só. Ainda sobre o touch, não espere uma resposta tão boa quanto a dos tablets, sendo difícil seu uso em funções como a seleção de textos ou acionamento de funções e menus. Às vezes é necessário forçar demais a tela, gerando um esforço desnecessário.

 

Peso e Dimensões 

Não há grande diferença de peso e dimensões entre o Kindle e o Kobo Touch, sendo que ambos são extremamente leves e pequenos, proporcionando muito conforto durante o uso. Como são mais leves e menores que a maioria dos livros de papel, é difícil se sentir cansado ou desconfortável durante a leitura. Além disso, cabem facilmente em qualquer bolsa ou mochila, e podem ser levado até mesmo em alguns bolsos. Eu mesmo, geralmente carrego o Kindle no bolso da calça, mesmo com capa.

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O Kindle pesa 170g, sendo pouca coisa mais leve que o Kobo Touch, que pesa 185g, uma diferença tão pequena que quase não se nota na prática. Quanto às dimensões, o Kindle tem 16,5 cm x 11,4 cm, sendo do mesmo tamanho que o Kobo Touch, porém o Kindle é mais fino, com 0,8 cm de espessura, contra 1 cm do Kobo.

 

Capacidade de Armazenamento 

Neste ponto, temos uma espécie de empate técnico, mas com uma vantagem do Kobo. Tanto um quanto o outro possuem 2GB de memória interna, espaço suficiente para armazenar mais de 1.000, o que é mais do que suficiente para a grande maioria dos leitores. Mas então, qual a vantagem do Kobo? Ele possue slot para microSD, sendo possível expandir o espaço para 32GB, o que corresponde ao armazenamento de aproximadamente 30.000 livros.

Para quem vai usar o eReader apenas para a leitura de livros nos formatos EPUB ou MOBI, é mais do que suficiente, porém, alguns arquivos em formato PDF e, principalmente, arquivos de quadrinhos, formatos CBR/CBZ, podem ser extremamente grandes. Neste caso, um espaço extra para armazenamento certamente será muito bem vindo.

 

Conectividade

Tanto o Kindle quanto o Kobo Touch comercializados no Brasil possuem apenas conexão Wi-Fi. No exterior, até existe um modelo 3G do Kindle, porém, isso não chega a ser uma deficiência tão grande por aqui, já que o principal uso da conexão à Internet costuma ser para a sincronização da biblioteca e compra de livros, sendo possível realizar tais tarefas em qualquer ponto Wi-Fi.

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Além da conexão à Internet, ambos possuem também um conector microUSB, para conexão com o computador e carga da bateria.

 

Loja Própria 

Os dois aparelhos possuem suas lojas próprias, o que possibilita a comprar de livros diretamente do eReader. O Kindle tem a Kindle Store, da Amazon, enquanto o Kobo tem no Brasil acesso ao acervo da Livraria Cultura.

A navegação na loja do Kindle é muito mais fácil, prática e intuitiva, enquanto navegar na loja do Kobo se mostrou uma coisa bem lenta e cansativa. No Kindle eu consigo buscar, acessar o conteúdo e comprar um livro rapidamente, enquanto no Kobo eu acabo dando preferência por comprar por um computador e sincronizar com o dispositivo posteriormente.

No exterior, tanto as lojas do Kobo quanto do Kindle são cheio de ofertas de livros grátis ou com ótimos descontos, mas isso, infelizmente, ainda não é realidade no Brasil. O jeito é esperar que com o tempo possamos contar com essas vantagens por aqui também.

O acervo de ambas as lojas ainda é bem tímido, se comparado às lojas internacionais, porém é muito mais fácil encontrar bons títulos em português, principalmente os mais recentes, nas lojas nacionais. Acredito que o aumento do acervo seja apenas uma questão de tempo, lembrando que toda essa “revolução digital” é bem recente no Brasil.

Agora, um assunto polêmico, os mamilos da era digital dos livros no Brasil, os preços. Alguns dizem que os preços estão absurdos, comparando-os aos preços praticados nas livrarias digitais de outros países, ou mesmo com descontos oferecidos lá fora. Mas será que a diferença é assim tão grande, principalmente se compararmos edições em português? Não vou nem entrar no mérito da produção, se é mais cara em formato de papel ou digital, mas apenas quero mostrar algumas comparações dos preços praticados pelas lojas nacional e internacionais, tanto da Kobo quanto da Amazon.

  • Cinquenta Tons de Cinza

Amazon.com               US$ 10,74       R$ 22,29 (cotação de 21/12/2012)

Amazon.com.br                                  R$ 22,41

KoboBooks.com                                 R$ 22,41

Livraria Cultura                                   R$ 24,90

  • A Guerra dos Tronos – As Crônicas de Gelo

Amazon.com               US$ 12,61       R$ 26,23

Amazon.com.br                                  R$ 26,30

KoboBooks.com                                 R$ 27,97

Livraria Cultura                                   R$ 32,90

  • A Sombra da Serpente

Amazon.com              US$ 10,74       R$ 22,34

Amazon.com.br                                 R$ 22,41

KoboBooks.com                                R$ 22,41

Livraria Cultura                                  R$ 24,90

  • Assassins` Creed: Renascença

Amazon.com (inglês)    US$ 7,52        R$ 15,63

Amazon.com.br                                 R$ 21,85

KoboBooks.com                                R$ 23,00

Livraria Cultura                                  R$ 23,00

O que foi possível verificar nessa pesquisa que eu fiz, é que entre as versões em português praticamente não existe diferença de preço. Só há alguma diferença mesmo quando comparamos com a edição em inglês, como por exemplo a versão em inglês do Assassin`s Creed, que citei por último na lista.

 

Transferência de livros e compatibilidade 

Com a limitação do catálogo de livros no Brasil, e uma possível concorrência entre lojas, principalmente agora com várias opções á disposição, não faz muito sentido ficar preso à uma única loja. Infelizmente a Amazon não pensa assim, e criou um sistema fechado para o Kindle, que lê apenas arquivos no formato AZW (formato dos ebooks vendidos na Kindle Store), além de PDF e MOBI. Pode até parece uma desvantagem para o Kindle, já que a maioria dos livros digitais hoje em dia utilizam o formato EPUB, e na verdade realmente é.

Mas nem tudo está perdido, pois mesmo com essa restrição, é possível adicionar e ler qualquer livro no Kindle, bastando apenas fazer a conversão, via alguma software, como o Calibre, por exemplo. Através do Calibre, inclusive, é possível converter para MOBI e já enviar o livro por email para o Kindle. Não é nada difícil e geralmente é muito rápido. Caso o arquivo possua DRM, é necessário antes quebrar o bloqueio, o que também é simples, fácil e rápido. Em uma pesquisa rápida no Google é fácil encontrar um aplicativo que faz isso.

Já o Kobo tem a vantagem de suportar diversos formatos de arquivo, como MOBI, EPUB, PDF, TXT, CBR e CBZ, estes dois últimos tradicionais formatos de HQs. Porém, na prática, essa vantagem só vale mesmo pela leitura nativa de EPUB, pois ao tentar ler outros formatos de livros, a experiência deixa muito a desejar, mas muito mesmo. Mesmo a leitura de HQs pode não ser uma boa, primeiro pelo tamanho da tela (eu já não gosto de ler em tablets de 7”, quanto mais numa tela de 6”) e segundo pela falta de cores, já que boa parte dos títulos atualmente são coloridos. Curiosamente, até a leitura de arquivos em PDF é melhor no Kindle do que no Kobo, porém, o recomendado mesmo é utilizar algum software e converter esses tipos de arquivos para EPUB (Kobo) ou MOBI (Kindle).

Já quanto a transferência de arquivos para os dispositivos, minha experiência inicial com o Kindle foi muito mais fácil do que com o Kobo. No Kindle, existe até mesmo a possibilidade, mais utilizada por mim geralmente, de enviar arquivos via email. Dizem que existe esta possibilidade no Kobo também, mas até agora eu não consegui.

Transferir arquivos para o Kobo, na teoria, é relativamente simples. Basta conectar o cabo USB no computador e copiar os arquivos para o dispositivo, que vai aparecer como se fosse um HD Externo ou Pen-Drive. Porém, na primeira vez, depois de fazer isso, despluguei o cabo e… nada. Refiz todo o processo, e na terceira vez, depois de desligar o dispositivo, é que minha biblioteca atualizou e mostrou os livros adicionados. Na segunda vez foi mais fácil, bastou desconectar o cabo e esperar a sincronização da biblioteca. Mas pelo que andei pesquisando, desligar o Kobo para que essa sincronização aconteça às vezes pode ser mesmo necessário, o que acaba sendo um pequeno inconveniente. Uma dica importante: Nunca desconecte o Kobo do computador sem antes Ejetar o dispositivo.

 

Interconectividade

Tanto o Kobo quanto o Kindle possuem aplicativos para tablets e smartphones, mas o mais bacana desses aplicativos é a interconectividade entre eles e os dispositivos. Por exemplo, posso começar a ler um livro no Kindle, e quando eu pegar meu tablet Android, ao abrir o aplicativo Kindle, eu terei o livro sincronizado, com minhas anotações, marcações e, o mais legal, na página em que parei no dispositivo.

Funções Extras

O Kobo e o Kindle possuem várias funções extras, desde àquelas relacionadas à experiência de leitura, como aumentar ou diminuir o tamanho das letras, consulta ao dicionário, marcação de páginas, anotações etc. Porém, o Kobo oferece mais opções, por outro lado, acionar tais funções no Kindle é muito mais fácil. No touch do Kobo, geralmente é preciso utilizar uma certa força, e nem sempre o comando é reconhecido de imediato.

Outra função extra disponível tanto no Kobo quanto no Kindle é um navegador web, que serve mais para emergências e consultas rápidas, pois não oferece uma experiência de uso muito agradável, mas essa experiência acaba sendo bem pior no Kobo.

O Kobo ainda apresenta como conteúdo extra alguns joguinhos, que pra mim, sinceramente, não acrescenta em nada e não faz diferença nenhuma.

Bateria 

Uma vantagem do livro de papel: não é preciso se preocupar com a bateria. E quando se fala em bateria, geralmente pensamos em smartphones, notebooks e tablets atuais, que possuem baterias que duram no máximo alguns dias (isso no caso de tablets, baterias de smartphones e notebooks geralmente não passam de um dia).

Felizmente a realidade no caso dos eReader é outra, e bem melhor. O Kobo promete uma duração de bateria de mais de um mês, e sou forçado a acreditar, já que a bateria do meu Kindle já durou quase três meses. O segredo? Basta ativar o wi-fi somente quando necessário, e deixa-lo em modo avião no restante do tempo.

Nem o Kobo nem o Kindle vêm com adaptador para ligar na tomada. Mas carregar a bateria é simples e geralmente rápido (algumas horas, o que é rápido, considerando a duração de semanas). Basta conecta-los, via cabo USB, no computador e pronto. Porém, uma boa notícia para quem possue dispositivos da Apple, com adaptador de tomada USB, é possível conectar o cabo USB, tanto do Kindle quanto do Kobo, nesse adaptador. E pra quem tem algum smartphone Android (e outros modelos de celulares) é mais fácil ainda, pois o conector microUSB é o mesmo desses dispositivos. Eu mesmo, geralmente uso uma dock do Android para carregar o Kindle. Fácil, prático e bem mais rápido do que via computador.

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Disponibilidade e preço 

Bom, tanto o Kindle quanto o Kobo já estão á venda no Brasil, e depois dessa singela comparação de vários atributos, só nos resta avaliar mais uma coisa, preço.

O Kobo está sendo vendido pela Livraria Cultura por R$ 399,00, enquanto o Kindle está sendo vendido em algumas lojas físicas da Livraria da Vila e online, no site do Ponto Frio.

Espero que essas informações sejam úteis para esclarecer algumas dúvidas em relação aos pontos positivos e “negativos” dos dois principais eReaders que chegaram ao Brasil para alavancar o mercado de livros digitais.

 
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Publicado por em dezembro 23, 2012 em CULTURA E LAZER, TECNOLOGIA

 

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Instagram e as Relíquias da Vida ou, porque ainda não consegui usar o Instagram

Não é por resistência que não estou usando Instagram para publicar fotos, mas ainda não decidi que parte da minha vida essa rede social vai receber. Quer dizer, uma das coisas que fiz no último mês foi dar uma organizada na minha vida social virtual, ou pelo menos tentar. Dessa forma, hoje minhas redes sociais são verdadeiras horcrux, cada uma contendo uma parte de mim.

Eu já tinha começado a separar minhas redes sociais por tipo de uso há alguns meses, mas agora, pra mim, isso está mais definido. Por exemplo, no Twitter compartilho e interajo com ou sobre coisas que me interessam, das quais gosto, de uma forma mais superficial. Já no Facebook permito que as pessoas que ali estão, na grande maioria amigos e parentes, me conheçam melhor, de uma forma um pouco mais pessoal, um pouco mais profunda, mas não íntima, não tão profunda.

Outras partes da minha vida estão espalhadas em outras redes sociais, como Foursquare, GetGlue, Google+, Heyzap, LinkedIn, Untappd e até Orkut. Em cada uma, as pessoas que me seguem podem ver uma parte do que sou revelada, mas ainda que alguém me siga em todas essas redes, não será o suficiente para dizer que me conhece totalmente, muito menos intimamente. Isso é algo que reservo para poucas pessoas, minha família, alguns amigos, que mais do que pessoas que escolheram me seguir e acompanhar minha de alguma forma, são pessoas que eu escolhi para me revelar por inteiro.

Voltando ao Instagram, não consegui usá-lo até agora justamente por isso, ainda não parei para pensar que parte da minha vida vou revelar ali. Minha vida pessoal, fotos da minha família, ou apenas de coisas que eu gosto, lugares que freqüento? Enfim, Instagram pra mim não tem graça enquanto aplicativo de edição de imagens, não ligo para seus filtros, até porque existem aplicativos melhores nesse sentido, sendo assim, só é válido mesmo pela rede social, pela interatividade. Só preciso saber exatamente como pretendo interagir e como vou permitir que interajam comigo.

 
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Publicado por em abril 12, 2012 em TECNOLOGIA

 

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Instagram for Android

Atenção fanboys do Android e companhia, podem parar de chorar. Instagram finalmente foi lançado oficialmente para o sistema do Google.

CORRAO, façam o download, pra quem gosta de fotografia, esse aplicativo vale a pena.

Só uma coisa pra terminar, não sejam ridículos de achar que agora o Instagram chegou ao Android o serviço vai ser orkutizado. Claro que quem usava o Instagram para ostentar que tem iPhone simplesmente por compartilhar imagens do serviço não vai mais poder fazer isso, o que eu acho ótimo, mas dizer que a qualidade do serviço será afetada mostra o quão infantil é a mentalidade de certos fanboys.

 
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Publicado por em abril 4, 2012 em Android, TECNOLOGIA

 

Galaxy X, o melhor smartphone do Google que não querem vender

Quando a Apple lançou o iPhone For Ass no Brasil, muito se falou, se criticou e se lamuriou pelo valor exorbitante do aparelho. A verdade é que entre os que reclamam, poderiamos encontrar alguns tipos distintos de pessoas. Os que não tinham condições de comprar, por isso reclamavam, pois na verdade um iPhone não é para seu bico. Essa é a verdade, a Apple lança aparelhos pelo preço que quer, sem se preocupar tanto com preços baixos, pois o que interessa é que seu verdadeiro público alto poderá adquiri-los. E é dentre o próprio público da Apple que encontramos o segundo grupo de reclamadores, os que choram, mas pagam o preço. Às vezes nem têm dinheiro pra isso, mas se viram em empréstimos e créditos à perder de vista, só para estar na moda, com a última versão de um aparelho que é lindo, bem acabado, mas que apesar de muito funcional, não apresenta nada de novo diante de suas versões anteriores. Mas isso não interessa, pois o fato de ser a última versão é o que interessa. E se lançarem um iPhone 5, mudarem um pouquinho o design e não mexerem em mais nada, ainda sim filas e mais filas se formarão no dia do lançamento, com inúmeros fanboys disputando seu lugar ao sol da moda que é ter um iPhone novo, pura questão de status, nada mais que isso.

Antes que comecem a me apedrejar, não estou aqui para criticar tais atitudes, por mais ridículas que sejam. Na verdade admiro a Apple, pois criou algo que nenhuma outra empresa conseguiu, e não estou falando do iPhone, iPad ou outros i. O que Steve Jobs criou foi algo maior, mágico e mais inovador que qualquer aparelho da empresa. É o que alguns conhecem como campo de distorção da realidade, assim a Apple cria mais do que aparelhos necessários, mas cria a necessidade dos aparelhos que cria. Jobs nunca chegou nos seus famosos keynotes dizendo “este é o aparelho que vocês precisam”, mas ele dizia “vocês precisam desse aparelho”.

Mas há mais um grupo de pessoas que de uma forma ou de outra reclama do preço dos aparelhos da Apple, ou dos aparelhos da Apple em geral, mas não por inveja, pois querem, mas não podem ter, ou por hábito ou comodismo, pois no final vão comprar do mesmo jeito. São pessoas que por algum motivo não gostam dos aparelhos da Apple, que não querem ter o iPhone, e as principais pessoas desse grupo são os fanboys do Android. Essa coisa de fanboy em si às vezes beira o ridículo, mas não é sobre isso que eu quero falar, mas sim sobre o mais novo expoente da plataforma móvel do Google, ou pelo menos assim deveria ser, o Galaxy Nexus, ou como é conhecido no Brasil, Galaxy X.

Não sei como as vendas do Galaxy X Nexus estão pelo mundo, mas imagino que no Brasil estão uma bela porcaria. A impressão que se tem é que a única interessada em vender o Galaxy Nexus é o Google, e o Google não vende aparelhos, ainda. Nem a própria fabricante do aparelho, a Samsung, nem as operadoras de telefonia móvel estão interessadas em vender o mais novo Google Device. A Samsung fabricou o Galaxy Nexus à pedido do Google, e o que temos é uma versão Googletizada do seu Galaxy S2. Mas com esse aparelho, o S2, alcançando ótimos números de vendas no mundo todo, e batendo de frente com o iPhone 4S, e também com a nova grande investida de sucesso da Samsung, o Galaxy Note, porque a empresa se preocuparia em vender um aparelho que tem o objetivo de divulgar outra empresa e que poderia colocar em risco suas vendas de seus próprios aparelhos. Parece confuso, mas questões políticas mercadológicas realmente são complicadas, e olha que eu nem sei se esse termo existe. E quanto às operadoras, no caso falando das Brasileiras. Elas gostam de modificar o sistema e encher de tranqueiras, o que o Google limita em seus devices, porque então investiriam em divulgar e forçar as vendas desse aparelho?

Assim, o Galaxy X foi lançado no Brasil, na surdina, sem que ninguém soubesse. A VIVO levou o aparelho para a Campus Party Brasil 2012, mas não havia uma mínima informação sobre ele. Nas lojas não encontramos qualquer material de divulgação, um ou outro site começou a vender o dispositivo do Google, mas sem nenhum alarde. Não houve evento de lançamento e, pelo menos até o último fim de semana, nem o Samgung Experience fez questão de ter uma unidade para testes dos consumidores. E pra terminar, comecei falando sobre as reclamações sobre o preço do iPhone 4S no Brasil, mas para se ter uma ideia, o preço do Galaxy X, sem nenhum plano de operadora, chega a mais de R$ 2.500,00. A primeira coisa que me vem a mente é que estão fazendo o possível para dificultar as vendas desse Google Nexus no Brasil, aliás, o primeiro que chega oficialmente ao Brasil. A segunda coisa que eu penso é que criticar a Apple por seus preços é fácil, mas até o momento nenhuma empresa conseguiu realmente bater de frente. Podem até criar smartphones e tablets melhores, com ótimos hardwares e tudo mais, porém um iPhone, um iPad é muito mais do que só um bom aparelho, é algo que as demais empresas ainda vão ter que ralar muito para alcançar, se é que vão conseguir. Mas nada impede de continuarem buscando um jeito, certo Google?

 
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Publicado por em abril 3, 2012 em Android, TECNOLOGIA

 

Slim Drivers facilita a vida na hora de atualizar/instalar drivers

Hoje em dia, com a crescente oferta dos netbooks, passamos muitas vezes pela situação de ter que restaurar o Windows e não ter como instalar os drivers de hardwares diretamente dos CDs, já que esses dispositivos não apresentam o leitor de CD/DVD para isso. Também pode ocorrer de perdermos os CDs originais para instalação. Aí a instalação dos drivers vira uma verdadeira caça ao tesouro, pois temos que verificar marcas e modelos de cada dispositivo e caçar na internet os respectivos drivers.

Felizmente existe um programa que facilita nossa vida, estou falando do Slim Drivers free.

É um programa bem simples e prático, que verifica os dispositivos instalados no sistema e os drivers necessário, informando se há a necessidade de atualização/instalação e, o melhor, já nos dá o link para download do referido drivers, controlando e acompanhando toda a atualização/instalação dos drivers necessários.

Fica aí a dica, Slim Drivers Free, uma mão na roda na hora de atualizar e instalar drivers de dispositivos no sistema Windows.

O programa serve para Windows XP, Vista e 7.

DOWNLOAD DO SLIM DRIVERS

 
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Publicado por em outubro 19, 2011 em TECNOLOGIA

 

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Android e iPhone: Quem disse que um será o Highlander?

Numa discussão com o +Riz Droid no G+, surgiu a questão dessa coisa de fanboy, que se apega à um sistema ou produto, como acontece com Android e iPhone, e, de certa forma, nutre uma fé cega. O Riz disse uma coisa importante em determinado momento, ter os pés no chão, nunca é demais.

Eu mesmo, muitas vezes, através de críticas e comparações, posso passar a impressão de que quero ver o sucesso do Android a qualquer custo e a queda da Apple. Confesso que não concordo com a política restritiva atual adotada pela Apple, mas isso não significa que eu queira o fim da empresa. Pelo contrário, quero ver o sucesso do iOS, assim como do WP7. Até mesmo o Symbiam, se sobreviver, seria bem vindo. Porque digo isso? Pois é importante termos opções, é bom que possamos escolher aquilo que melhor atende as nossas necessidades. E isso não é questão de ser melhor ou pior.

Temos visto isso acontecendo com a indústria automobilística, por exemplo. São várias montadoras, marcas e modelos, produzindo material de qualidade. E qual é melhor? Depende. O ideal seria perguntar, qual é o melhor para mim? Qual é o melhor para sua necessidade? Afinal de contas, um Celta 2 portas pode ser ótimo para uma pequena família, enquanto uma com muitos filhos e netos pode precisar de uma van.

Assim também tem acontecido com os consoles de videogame. Temos hoje, por exemplo, três marcas e consoles em destaque, coexistindo e possibilitando que os consumidores escolham aquele que mais o agrada. No meu caso o PS3 é perfeito, mas isso não significa que o Xbox 360 seja pior, apenas que é diferente. E o fato de eu preferir o PS3 nada tem a ver com o fato do Xbox ser da Microsoft, pois isso pra mim, nesse caso, é irrelevante. Mas em outros casos a marca pode ser um fator importante sim.

Mas o que não entendo é essa coisa de Fanboy querer achar que tudo tem que ser meio Highlander, que só pode haver um smartphone, um sistema operacional, que todos os outros devem ser destruídos. Acredito numa possível coexistência entre ótimos produtos e empresas. Eu falo bem, recomendo e amo o Android pelo que ele é hoje, pelo que ele oferece pra mim, pois me identifico com os produtos, com as marcas, com o sistema operacional e com a própria Google. Mas isso não significa que idolatro a marca. Não vou sair e fazer uma tatuagem de um Android, pois o futuro é incerto. Hoje sou Android, mas quem garante que amanhã eu não seja iOS? Tudo pode acontecer. E repito, isso nada tem a ver com o fato de um ser melhor ou pior. Hoje o Android atende perfeitamente minhas necessidades, hoje ele é o melhor pra mim. Mas para tantas outras pessoas o iPhone é melhor, por vários motivos.

Enfim, que venha o iPhone 5, ou 4S, que seja, que venham novos sistemas operacionais, e que todos tenham o seu espaço, com a concorrência impulsionando melhorias continuas e inovações em todos, e dando aos consumidores o poder de no final, decidir aquele que é o melhor… pra cada um.

 
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Publicado por em outubro 4, 2011 em TECNOLOGIA

 

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