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Arquivo da categoria: CULTURA E LAZER

Kindle x Kobo Touch

Dezembro de 2012 pode ser considerado o mês do ebook no Brasil. O mercado, que andava meio tímido por aqui, sofreu um aporte de peso com três das maiores empresas do mundo entrando de vez no jogo de livros digitais no Brasil, a Amazon, a Google e a Kobo. Isso sem contar que já temos disponível há algumas semanas também a iBookstore, da Apple.

E se temos livros digitais, precisamos de leitores de livros digitais. E aí duas empresas ganham destaque no Brasil, Kobo, que já está comercializando oficialmente no Brasil, através da Livraria Cultura, a versão Touch de seu leitor eletrônico, e a Amazon, com seu Kindle, que começou a ser vendido recentemente na internet e em algumas lojas físicas, sendo até então o leitor mais popular, e mais fácil de se comprar, por aqui, mesmo antes de seu lançamento oficial. Claro que também já existiam por aqui leitores da Positivo e da Gato Sabido, porém são tão caros e deficientes frente aos novos concorrentes, que nem vem ao caso comentar (nunca vou me esquecer do dia que fui todo ansioso ver um Positivo Alpha, na própria Livraria Cultura, e o quanto me decepcionei com o que vi. Quase me desiludi com essa coisa de leitura digital, até que o Kindle surgiu em minha vida para me salvar).

Antes que alguém venha dizer que me esqueci de considerar os tablets, quero deixar claro que tablets e eReaders são coisas diferentes, são categorias de produtos totalmente distintas. A própria Amazon e Kobo entendem isso, tanto que ambas possuem também tablets entre seu portfólio de produtos, mas mantêm os eReaders como prioridade entre os produtos eletrônicos.

Um eReader é um aparelho dedicado, exclusivo para a leitura de livros e conteúdos digitais. Possue tela monocromática, é extremamente leve, pequeno, e tem seu design desenvolvido pensando no conforto. O maior diferencial de um eReader é a tecnologia eInk, conhecida como o papel eletrônico, ou tinta eletrônica. Tal tecnologia proporciona algo que nenhum tablet é capaz, a perfeita sensação de estar lendo uma página de papel de verdade. Até pouco tempo atrás, outro diferencial era a falta de brilho da tela, o que impossibilitava seu uso no escuro, que é exatamente o que acontece com um livro convencional de papel, porém tanto a Kobo quanto a Amazon resolveram dar um passo a frente nesse quesito, apresentando recentemente seus novos eReader com uma nova tecnologia de iluminação das telas eInk, a Kobo com seu Kobo Glo e a Amazon com seu Kindle PaperWhite.

Mas o foco deste texto é fazer uma singela comparação entre o Kindle tradicional, conhecida como versão 4, que é a versão lançada no Brasil, de acordo com o site da Amazon no Brasil, e o Kobo Touch, versão atualmente disponível na Livraria Cultura. Meu objetivo é realizar uma comparação simples, com base na minha experiência com esses dois dispositivos, para que seja possível entender o que eles possuem de semelhanças, diferenças, seus pontos positivos e negativos, de forma a ajudar quem está pensando em comprar um aparelho do tipo, a escolher o melhor para seu perfil. Em momento algum tenho como objetivo estabelecer qual é o melhor ou o pior, pois entendo que no que diz respeito a certas tecnologias, o que pode ser melhor para mim, não necessariamente seja o melhor para todos, e assim caminha a humanidade.

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Design 

Eu considero design uma questão meio subjetiva, pois leva muito em consideração o gosto pessoal de cada um. No meu caso, acho o design e acabamento do Kindle melhor, que passa uma aparência de equipamento mais resistente, porém, isso é apenas aparência mesmo, pois o Kobo é tão resistente quanto o Kindle. Acredito que a variedade de cores do Kobo também possa contar como vantagem para alguns.

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O Kobo, por ser Touch, tem ainda um visual mais simplista, possuindo apenas um botão na frente, que fica abaixo da tela, enquanto o Kindle possui cinco botões no mesmo lugar. Ainda em minha opinião, os botões do Kindle, além de facilitar seu uso, conforme falarei adiante, conferem uma melhor aparência ao produto.

Ambos possuem um botão para ligar/desligar ou acionar a tela de descanso. No Kindle tal botão está localizado na parte inferior, ao lado da entrada microUSB, enquanto no Kobo o botão fica na parte de cima do aparelho.

Além disso, o Kindle possue ainda botões laterais para virar as páginas, o que não existe no Kobo, onde as páginas são viradas ao tocar na tela.

 

Tela

Tanto o Kobo Touch quanto o Kindle possuem tela de seis polegadas, embora quando colocados lado a lado pareça que a tela do Kindle é maior. A tela de ambos utiliza a tecnologia eInk e não são coloridas, o que faz com que tais leitores não sejam uma boa opção para a leitura de livros com ilustrações coloridas, livros fotográficos, revistas e HQs coloridas.

Por outro lado, a leitura de livros comuns é uma experiência maravilhosa, tanto em um quanto em outro. Não há muitas diferencias neste caso, a não ser a questão do touch.

O touch do Kobo facilita muito na hora de se digitar, porém para virar páginas, acessar funções e menus, os botões do Kindle facilitam muito mais, principalmente para o uso com uma mão só. Ainda sobre o touch, não espere uma resposta tão boa quanto a dos tablets, sendo difícil seu uso em funções como a seleção de textos ou acionamento de funções e menus. Às vezes é necessário forçar demais a tela, gerando um esforço desnecessário.

 

Peso e Dimensões 

Não há grande diferença de peso e dimensões entre o Kindle e o Kobo Touch, sendo que ambos são extremamente leves e pequenos, proporcionando muito conforto durante o uso. Como são mais leves e menores que a maioria dos livros de papel, é difícil se sentir cansado ou desconfortável durante a leitura. Além disso, cabem facilmente em qualquer bolsa ou mochila, e podem ser levado até mesmo em alguns bolsos. Eu mesmo, geralmente carrego o Kindle no bolso da calça, mesmo com capa.

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O Kindle pesa 170g, sendo pouca coisa mais leve que o Kobo Touch, que pesa 185g, uma diferença tão pequena que quase não se nota na prática. Quanto às dimensões, o Kindle tem 16,5 cm x 11,4 cm, sendo do mesmo tamanho que o Kobo Touch, porém o Kindle é mais fino, com 0,8 cm de espessura, contra 1 cm do Kobo.

 

Capacidade de Armazenamento 

Neste ponto, temos uma espécie de empate técnico, mas com uma vantagem do Kobo. Tanto um quanto o outro possuem 2GB de memória interna, espaço suficiente para armazenar mais de 1.000, o que é mais do que suficiente para a grande maioria dos leitores. Mas então, qual a vantagem do Kobo? Ele possue slot para microSD, sendo possível expandir o espaço para 32GB, o que corresponde ao armazenamento de aproximadamente 30.000 livros.

Para quem vai usar o eReader apenas para a leitura de livros nos formatos EPUB ou MOBI, é mais do que suficiente, porém, alguns arquivos em formato PDF e, principalmente, arquivos de quadrinhos, formatos CBR/CBZ, podem ser extremamente grandes. Neste caso, um espaço extra para armazenamento certamente será muito bem vindo.

 

Conectividade

Tanto o Kindle quanto o Kobo Touch comercializados no Brasil possuem apenas conexão Wi-Fi. No exterior, até existe um modelo 3G do Kindle, porém, isso não chega a ser uma deficiência tão grande por aqui, já que o principal uso da conexão à Internet costuma ser para a sincronização da biblioteca e compra de livros, sendo possível realizar tais tarefas em qualquer ponto Wi-Fi.

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Além da conexão à Internet, ambos possuem também um conector microUSB, para conexão com o computador e carga da bateria.

 

Loja Própria 

Os dois aparelhos possuem suas lojas próprias, o que possibilita a comprar de livros diretamente do eReader. O Kindle tem a Kindle Store, da Amazon, enquanto o Kobo tem no Brasil acesso ao acervo da Livraria Cultura.

A navegação na loja do Kindle é muito mais fácil, prática e intuitiva, enquanto navegar na loja do Kobo se mostrou uma coisa bem lenta e cansativa. No Kindle eu consigo buscar, acessar o conteúdo e comprar um livro rapidamente, enquanto no Kobo eu acabo dando preferência por comprar por um computador e sincronizar com o dispositivo posteriormente.

No exterior, tanto as lojas do Kobo quanto do Kindle são cheio de ofertas de livros grátis ou com ótimos descontos, mas isso, infelizmente, ainda não é realidade no Brasil. O jeito é esperar que com o tempo possamos contar com essas vantagens por aqui também.

O acervo de ambas as lojas ainda é bem tímido, se comparado às lojas internacionais, porém é muito mais fácil encontrar bons títulos em português, principalmente os mais recentes, nas lojas nacionais. Acredito que o aumento do acervo seja apenas uma questão de tempo, lembrando que toda essa “revolução digital” é bem recente no Brasil.

Agora, um assunto polêmico, os mamilos da era digital dos livros no Brasil, os preços. Alguns dizem que os preços estão absurdos, comparando-os aos preços praticados nas livrarias digitais de outros países, ou mesmo com descontos oferecidos lá fora. Mas será que a diferença é assim tão grande, principalmente se compararmos edições em português? Não vou nem entrar no mérito da produção, se é mais cara em formato de papel ou digital, mas apenas quero mostrar algumas comparações dos preços praticados pelas lojas nacional e internacionais, tanto da Kobo quanto da Amazon.

  • Cinquenta Tons de Cinza

Amazon.com               US$ 10,74       R$ 22,29 (cotação de 21/12/2012)

Amazon.com.br                                  R$ 22,41

KoboBooks.com                                 R$ 22,41

Livraria Cultura                                   R$ 24,90

  • A Guerra dos Tronos – As Crônicas de Gelo

Amazon.com               US$ 12,61       R$ 26,23

Amazon.com.br                                  R$ 26,30

KoboBooks.com                                 R$ 27,97

Livraria Cultura                                   R$ 32,90

  • A Sombra da Serpente

Amazon.com              US$ 10,74       R$ 22,34

Amazon.com.br                                 R$ 22,41

KoboBooks.com                                R$ 22,41

Livraria Cultura                                  R$ 24,90

  • Assassins` Creed: Renascença

Amazon.com (inglês)    US$ 7,52        R$ 15,63

Amazon.com.br                                 R$ 21,85

KoboBooks.com                                R$ 23,00

Livraria Cultura                                  R$ 23,00

O que foi possível verificar nessa pesquisa que eu fiz, é que entre as versões em português praticamente não existe diferença de preço. Só há alguma diferença mesmo quando comparamos com a edição em inglês, como por exemplo a versão em inglês do Assassin`s Creed, que citei por último na lista.

 

Transferência de livros e compatibilidade 

Com a limitação do catálogo de livros no Brasil, e uma possível concorrência entre lojas, principalmente agora com várias opções á disposição, não faz muito sentido ficar preso à uma única loja. Infelizmente a Amazon não pensa assim, e criou um sistema fechado para o Kindle, que lê apenas arquivos no formato AZW (formato dos ebooks vendidos na Kindle Store), além de PDF e MOBI. Pode até parece uma desvantagem para o Kindle, já que a maioria dos livros digitais hoje em dia utilizam o formato EPUB, e na verdade realmente é.

Mas nem tudo está perdido, pois mesmo com essa restrição, é possível adicionar e ler qualquer livro no Kindle, bastando apenas fazer a conversão, via alguma software, como o Calibre, por exemplo. Através do Calibre, inclusive, é possível converter para MOBI e já enviar o livro por email para o Kindle. Não é nada difícil e geralmente é muito rápido. Caso o arquivo possua DRM, é necessário antes quebrar o bloqueio, o que também é simples, fácil e rápido. Em uma pesquisa rápida no Google é fácil encontrar um aplicativo que faz isso.

Já o Kobo tem a vantagem de suportar diversos formatos de arquivo, como MOBI, EPUB, PDF, TXT, CBR e CBZ, estes dois últimos tradicionais formatos de HQs. Porém, na prática, essa vantagem só vale mesmo pela leitura nativa de EPUB, pois ao tentar ler outros formatos de livros, a experiência deixa muito a desejar, mas muito mesmo. Mesmo a leitura de HQs pode não ser uma boa, primeiro pelo tamanho da tela (eu já não gosto de ler em tablets de 7”, quanto mais numa tela de 6”) e segundo pela falta de cores, já que boa parte dos títulos atualmente são coloridos. Curiosamente, até a leitura de arquivos em PDF é melhor no Kindle do que no Kobo, porém, o recomendado mesmo é utilizar algum software e converter esses tipos de arquivos para EPUB (Kobo) ou MOBI (Kindle).

Já quanto a transferência de arquivos para os dispositivos, minha experiência inicial com o Kindle foi muito mais fácil do que com o Kobo. No Kindle, existe até mesmo a possibilidade, mais utilizada por mim geralmente, de enviar arquivos via email. Dizem que existe esta possibilidade no Kobo também, mas até agora eu não consegui.

Transferir arquivos para o Kobo, na teoria, é relativamente simples. Basta conectar o cabo USB no computador e copiar os arquivos para o dispositivo, que vai aparecer como se fosse um HD Externo ou Pen-Drive. Porém, na primeira vez, depois de fazer isso, despluguei o cabo e… nada. Refiz todo o processo, e na terceira vez, depois de desligar o dispositivo, é que minha biblioteca atualizou e mostrou os livros adicionados. Na segunda vez foi mais fácil, bastou desconectar o cabo e esperar a sincronização da biblioteca. Mas pelo que andei pesquisando, desligar o Kobo para que essa sincronização aconteça às vezes pode ser mesmo necessário, o que acaba sendo um pequeno inconveniente. Uma dica importante: Nunca desconecte o Kobo do computador sem antes Ejetar o dispositivo.

 

Interconectividade

Tanto o Kobo quanto o Kindle possuem aplicativos para tablets e smartphones, mas o mais bacana desses aplicativos é a interconectividade entre eles e os dispositivos. Por exemplo, posso começar a ler um livro no Kindle, e quando eu pegar meu tablet Android, ao abrir o aplicativo Kindle, eu terei o livro sincronizado, com minhas anotações, marcações e, o mais legal, na página em que parei no dispositivo.

Funções Extras

O Kobo e o Kindle possuem várias funções extras, desde àquelas relacionadas à experiência de leitura, como aumentar ou diminuir o tamanho das letras, consulta ao dicionário, marcação de páginas, anotações etc. Porém, o Kobo oferece mais opções, por outro lado, acionar tais funções no Kindle é muito mais fácil. No touch do Kobo, geralmente é preciso utilizar uma certa força, e nem sempre o comando é reconhecido de imediato.

Outra função extra disponível tanto no Kobo quanto no Kindle é um navegador web, que serve mais para emergências e consultas rápidas, pois não oferece uma experiência de uso muito agradável, mas essa experiência acaba sendo bem pior no Kobo.

O Kobo ainda apresenta como conteúdo extra alguns joguinhos, que pra mim, sinceramente, não acrescenta em nada e não faz diferença nenhuma.

Bateria 

Uma vantagem do livro de papel: não é preciso se preocupar com a bateria. E quando se fala em bateria, geralmente pensamos em smartphones, notebooks e tablets atuais, que possuem baterias que duram no máximo alguns dias (isso no caso de tablets, baterias de smartphones e notebooks geralmente não passam de um dia).

Felizmente a realidade no caso dos eReader é outra, e bem melhor. O Kobo promete uma duração de bateria de mais de um mês, e sou forçado a acreditar, já que a bateria do meu Kindle já durou quase três meses. O segredo? Basta ativar o wi-fi somente quando necessário, e deixa-lo em modo avião no restante do tempo.

Nem o Kobo nem o Kindle vêm com adaptador para ligar na tomada. Mas carregar a bateria é simples e geralmente rápido (algumas horas, o que é rápido, considerando a duração de semanas). Basta conecta-los, via cabo USB, no computador e pronto. Porém, uma boa notícia para quem possue dispositivos da Apple, com adaptador de tomada USB, é possível conectar o cabo USB, tanto do Kindle quanto do Kobo, nesse adaptador. E pra quem tem algum smartphone Android (e outros modelos de celulares) é mais fácil ainda, pois o conector microUSB é o mesmo desses dispositivos. Eu mesmo, geralmente uso uma dock do Android para carregar o Kindle. Fácil, prático e bem mais rápido do que via computador.

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Disponibilidade e preço 

Bom, tanto o Kindle quanto o Kobo já estão á venda no Brasil, e depois dessa singela comparação de vários atributos, só nos resta avaliar mais uma coisa, preço.

O Kobo está sendo vendido pela Livraria Cultura por R$ 399,00, enquanto o Kindle está sendo vendido em algumas lojas físicas da Livraria da Vila e online, no site do Ponto Frio.

Espero que essas informações sejam úteis para esclarecer algumas dúvidas em relação aos pontos positivos e “negativos” dos dois principais eReaders que chegaram ao Brasil para alavancar o mercado de livros digitais.

 
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Publicado por em dezembro 23, 2012 em CULTURA E LAZER, TECNOLOGIA

 

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CURIOSIDADE: O escudo do Superman com o fundo preto

Primeira aparição do escudo da casa de El com o fundo preto (Superman de Fleischer – 1941/1942)

Uma das primeiras aparições do escudo da casa de El com o fundo preto

(Superman de Fleischer – 1941/1942 –Imagem de: http://www.nerdeando.com.br)

Estamos acostumados com o símbolo do Superman com S vermelho em um fundo amarelo, que junto com o azul, são as cores clássicas do Superman. Mas nem sempre foi assim. O famoso emblema do primeiro Super Herói do mundo, que já sofreu várias alterações, já teve seu fundo preto, no passado distante e no passado nem tão distante assim.

Action Comics #1
Action Comics #1 (Imagem de: http://www.metropolisplus.com)

Em sua primeira aparição, na Action Comics #1 (1938), o emblema não passava de uma espécie de triângulo, ou coisa do tipo, mas as cores básicas já estavam ali, um S vermelho num fundo amarelo. 

Aparentemente, por erro, ou preferência artística, a capa de Superman #4 (1940) trazia o símbolo com o fundo preto pela primeira vez.

Superman #4_Superman #4 (Imagem de: http://www.metropolisplus.com)

Nos anos 40, a série animada Superman, produzida pelos Estúdios Fleischer, apresentou uma mudança nas cores do emblema do Superman, onde o S era vermelho, fundo preto e a borda amarela. 

Superman de Fleischer (1941-1942

Superman de Fleischer 1941-1942 (Imagem de: http://www.nerdeando.com.br)

No anos 90, a série em quadrinhos O Reino do Amanhã resgata a versão do logo em preto e vermelho, quando Clark Kent, já aposentado, precisa voltar à vestir o uniforme do Superman e exibir no peito o símbolo da esperança para a humanidade. 

O Reino do Amanhã

O Reino do Amanhã (Imagem de: http://omelete.uol.com.br)

Após a saga Mundos em Guerra, o Superman passou a adotar por um tempo um uniforme de luto pelas perdas sofridas durante o combate contra Imperiex, esse era um uniforme com o logo em preto e vermelho. Foi o uso mais recente do símbolo com fundo preto pelo Superman, que aconteceu em 2001.

Supeman após a batalha contra Imperiex
Supeman após a batalha contra Imperiex (Imagem de: http://www.multiversodc.com)

Além disso, tanto o Superboy Primordial, durante a saga Crise Infinita, quanto o Superboy pós-crise (e pré-reboot) também usaram o logo em preto e vermelho. O Superboy Primordial usou uma espécie de armadura, com o logo bem próximo do utilizado pelo Superman após a guerra contra Imperiex. Já o uniforme do Superboy da Era Moderna era uma camiseta preta com o símbolo em vermelho.

Superboy Primordial
Superboy Primordial (Imagem de: http://2.bp.blogspot.com)

Superboy
Superboy da Era Moderna (Imagem de:  http://upload.wikimedia.org)

Já sobre o uniforme do Superboy pós-reboot não há muito o que se comentar, por enquanto.

Novos 52: Superboy - por enquanto, sem comentários
Novos 52: Superboy – por enquanto, sem comentários (Imagem de: http://3.bp.blogspot.com)


 
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Publicado por em dezembro 29, 2011 em HQs

 

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Comentários sobre Justice League #1

Como muitas criticas que li já alertavam, esta primeira história é muito curta. Não apresenta nenhum conteúdo mais profundo, apenas dicas do que poderá ser o tema deste primeiro arco, algo sobre uma caixa materna de Apokalips. A ênfase maior está no reencontro com alguns dos nossos heróis que formarão a nova Liga da Justiça. Sim, formarão, pois como se trata do reinicio do Multiverso DC, está tudo começando do zero.

Desta forma, vemos primeiramente um Batman ainda desconhecido, seguido da aparição de Hal Jordan como Lanterna Verde, que se junta ao morcegão e partem para encontrar “aquele cara em Metropólis”, ou seja, Superman. Uma coisa curiosa é quem esses heróis ainda não se conhecem, nunca haviam se encontrado antes. Batman, como sempre, já havia estudado cada um deles, sabendo tudo à respeito. Ele, por exemplo, sabe que Superman é perigoso, pois é muito poderoso, e sendo assim, alguém em quem não se pode confiar.

Por falar em Superman, a pequena aparição já dá indícios de sua mudança de personalidade. Aquela sensibilidade, o ar de “escoteiro” bondoso já parece ser uma característica do passado.

Quem também dá as caras é Vic Stone, o futuro Cyborg. Mas só para dar uma introdução de seu personagem na trama, sem esclarecer exatamente o que está por vir e o como ele e seu pai cruzarão o caminho dos demais heróis em Metropólis.

Bom, melhor parar por aqui, pois eu ia fazer apenas um pequeno comentário e quase escrevi uma crítica completa e contei toda a história.

 
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Publicado por em setembro 3, 2011 em HQs

 

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FELIZ ANO NOVO!

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.

Carlos Drummond de Andrade


 
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Publicado por em dezembro 31, 2009 em CULTURA E LAZER

 

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PORQUE NÃO COMEMORO O NATAL

Shlomo ben Yisra’el  

(fontes no final do texto) 

Todo ano é a mesma coisa, casas enfeitadas com luzes e árvores de natal, ruas, prédios, comércios e igrejas decoradas, muitas bolas coloridas, velas, guirlandas e outros tantos artigos decorativos. E é inevitável a pergunta em algum momento: Onde você vai comemorar o natal? 

Minha resposta geralmente gera desconforto nas pessoas, quando falo que não comemoro o natal. Quando questionado sobre os motivos, nunca tenho tempo para dar uma resposta realmente satisfatória. Por isso, neste ano, ao invés de simplesmente publicar algum artigo anti-natalino ou simplesmente ignorar a intenção de qualquer explicação mais detalhada, resolvi escrever um texto com os meus motivos particulares para não comemorar esta data. 

Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que respeito quem acredita nesta história de espírito de natal e tudo mais. A idéia não é forçar ninguém a pensar como eu, mas que pelo menos minhas palavras possam fazer cada um refletir qual o real e verdadeiro sentido do natal, ao invés de simplesmente seguir o que a maioria faz e fala. Nem sempre a maioria está certa. 

  

Natal, uma festa cristã? 

Todos dizem que o natal é uma festa cristã que comemora o nascimento de Jesus. Bom, partindo do pressuposto que isso é verdade, então o que o papai Noel tem a ver com o natal? 

Não é difícil perceber que, ao contrário do que dizem, o personagem principal desta festa não é Jesus, mas sim o papai Noel e, conseqüentemente, o comércio realizado em seu nome. Papai Noel tomou então o lugar que dizem ser de Jesus, sendo adorado pelas crianças do mundo todo. Ao invés de aprender a confiar no Eterno, a orar e adorar ao Elohim vivo, as crianças aprender a crer num engano, numa mentira, esperando e confiando que um mito os “abençoará” com presentes. Ao invés de aprender que devem ter uma vida santa e integra por amor ao Eterno, aprendem que devem se comportar, pois do contrário não receberão a visita do papai Noel na noite de 25 de dezembro. Pergunto, quem é, afinal de contas, o deus desta festa? Onde entra Jesus nisso tudo? Não seria apenas uma tentativa de desculpa, uma forma de mascarar uma festa anti-bíblica, não ordenada pelo Eterno, cuja justificativa é infundada e mentirosa? 

E pra pior ainda mais, os pais, aqueles que deveriam ensinar a verdade, dar exemplo de retidão, e que muitas vezes durante o ano condenam a mentira, são os que mais incentivam e mentem para seus filhos a respeito do natal e do tal papai Noel. 

“Como o louco que lança de si faíscas, flechas e mortandades, assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: Fiz isso por brincadeira.” (Provérbios 26:18,19) 

“Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira?” (Salmos 4:2) 

O significado “cristão” do natal se tornou tão confuso e desfigurado, que hoje, até mesmo outras religiões o comemoram. Afinal de contas, qual então é o espírito do natal? A mentira, conforme citado acima. Ou a falsidade, daqueles que odeiam o ano todo, mas no fim do ano pregam amor, paz e bondade, pra assim que virar o ano, voltar a sua vida de ódio e rancor. E quanto ao nascimento do Messias? Teria ele realmente nascido em 25 de dezembro? E se o natal é realmente uma festa cristã, como era celebrado por pagãos, anos antes da vinda do Messias? E porque os primeiros discípulos não começaram a celebrar o natal do Senhor no primeiro século, tendo esta festa entrado para o calendário cristão centenas de anos depois do advento do Messias? Você sabia de tudo isso? Será que você realmente sabe o que é o natal? 

  

O nome do Messias, uma pequena observação 

Antes de continuar, gostaria de fazer uma observação. Daqui em diante, vou me referir ao Messias, Jesus, pelo seu nome original hebraico, ou seja, Yeshua. Para quem não sabe, este é o verdadeiro nome do Messias, que é a forma masculina de yeshuá, que significa “salvação”. Tendo em mente seu nome original e seu significado fica claro o jogo de palavras em Mateus 1:21: Ela dará à luz um filho, e ela o chamará Yeshua (Salvação); porque ele salvará o seu povo de todos os seus pecados. 

Jesus é a tradução para o português de seu nome original, e sabemos que não é legal traduzir os nomes das pessoas, ainda mais quando há atrelado ao nome um significado tão maravilhoso. Não seria estranho chamar Michael Jackson de Miguel filho do Diego? Porque então traduzir o nome do salvador? 

  

Quando nasceu o Messias? 

Beit Lechem (Belém) estava “abarrotada”, o que não aconteceria apenas por causa de um censo que podia ser realizado durante todo o ano.

 

Será possível identificar quando o Messias Yeshua nasceu, ou pelo menos estimar aproximadamente o mês do seu nascimento? 

Quando lemos os primeiros capítulos de Lucas na Bíblia, podemos identificar alguns pontos que podem nos ajudar a esclarecer esta questão. 

Lucas 2:8 diz que havia pastores guardando seus rebanhos, o que não poderia ser feito no inverno. 

Lucas 1:5 diz que Zekhariah (Zacarias), pai de Yochanan (João) era sacerdote da turma de Abiyah. 

Os sacerdotes chegaram a ser tão numeroso que nem todos podiam servir no Beit HaMikdash (Templo) todo o tempo. Sendo assim, foram divididos em 24 turmas, conforme I Crônicas 24. Cada turma servia por duas semanas cada ano, uma vez na chuva temporã (primeira parte do ano) e uma na chuva tardia (segunda parte do ano). Nas três festas de peregrinação, conforme Deuteronômio 16:16, todos os sacerdotes serviam. 

Podemos ver em I Crônicas 24:10 que a turma de Abiyah era a oitava turma, que servia na décima semana do ano, já que durante o Pessach e Shavuot todos os sacerdotes serviam juntos. 

Então sabemos que Zekhariah teve sua visão enquanto servia na turma de Abiyah na décima semana do ano, que começa no mês de Nissan/Abib, 14 dias antes do Pessach. De acordo com as leis de pureza da Torah (Levítico 12:5, 15:19 e 25) ele teria que ter esperado duas semanas para conceber Yochanan, o que ocorreu então na 12º semana do ano. Yochanan então nasceu na 52º semana do ano (12+40), o que nos leva ao Pessach, ou seja, podemos concluir que Yochanan nasceu na época de Pessach. 

Se Yeshua foi concebido seis meses depois da concepção de Yochanan, isso significa que foi concebido na 37º semana do ano, por volta da época da festa de Chanuka, o que tem um significado profético, pois a Luz do mundo foi concebida então durante a festa das Luzes. Tendo Yeshua nascido 40 semanas mais tarde, ou seja, a 25º semana do ano seguinte, podemos concluir que ele nasceu então na época das festas de outono. 

Se continuarmos a seguir as dicas que a própria Bíblia nos dá, chegaremos a conclusão de que Yeshua nasceu em Sukot. 

Beit Lechem (Belém) estava “abarrotada”, o que não aconteceria apenas por causa de um censo que podia ser realizado durante todo o ano. Todo israelita peregrinava para Jerusalém para celebrar Sukot (Deuteronômio 16:16). Por este motivo Jerusalém estaria lotada, assim como Beit Lechem, cidade que fica apenas a cinco milhas de distância. 

Todos sabem que Lucas 2:12 diz que Yeshua nasceu numa manjedoura. O que poucos sabem é que a palavra hebraica usada neste caso é sukah, que seria mais bem traduzida como cabana/tenda. A sukah é parte dos mandamentos cumpridos durante a festa de sukot, logo, é provável que Yeshua tenha nascido numa sukah. Haveria aqui mais um significado profético muito forte, pois sabemos que Yeshua é o Eterno tabernaculando conosco. 

Matitiyahu/Mateus 2:7-8,16 diz que Herodes mandou matar todos os bebes de dois anos para baixo, pois não sabia exatamente a quanto tempo tinha nascido o Messias. Os pais de Yeshua fugiram para o Egito até que ouviram que Herodes tinha morrido, quando regressaram então para Beit Lechem a tempo de realizar a purificação de Mirian (Maria) e a apresentação de Yeshua, 40 dias depois de seu nascimento, conforme ordena a Torah. 

“Terminados os dias da purificação, segundo a Torah de Moshe, levaram−no a Yerushalayim, para apresenta−lo a ADONAI” (Lucas 2:22) 

Sabe-se que Herodes morreu em Setembro do ano 4 A.E.C, e se isso ocorreu durante estes 40 dias entre o nascimento de Yeshua e sua apresentação, podemos concluir então que Yeshua nasceu durante a festa de Sukot, em outono, do ano 4 A.E.C, que equivaleria no calendário gregoriano a setembro/outubro. 

  

Mas afinal de contas, quem nasceu em 25 de dezembro? 

Uma das poucas verdades sobre o natal é o significado de seu nome. Natal 

O natal, quando era celebrado apenas pelos pagãos, era conhecido como Natalis Invicti Solis, ou seja, o dia do nascimento do sol invicto.

 

realmente significa “dia do nascimento”, “aniversário”. Porém, como já vimos, Yeshua não nasceu em 25 de dezembro. Porque então escolher esta data? E se o natal já era comemorado mesmo antes de Yeshua, o nascimento de quem é comemorado? 

O natal, quando era celebrado apenas pelos pagãos, era conhecido como Natalis Invicti Solis, ou seja, o dia do nascimento do sol invicto. Mas quem é este sol invicto? 

Você já ouviu falar em Ninrode? Ele é citado na Bíblia em Bereshit/Gênesis 10:8-10: 

Cush foi o pai de Nimrod, que foi o primeiro a acumular poder no mundo. Ele foi um poderoso caçador diante do Eterno. Daí o dito: “Como Nimrod, um poderoso caçador diante do Eterno!” O início do seu reino foi Babilônia, junto com Erech, Acad e Calné, na terra de Shinar. 

Ninrode foi fundador da Babilônia e também quem idealizou e comandou a construção da torre que ficou conhecida como torre de bavel. Ninrode se rebelou contra Elohim, dando inicio a grande apostasia. Quando se diz que Ninrode foi um poderoso caçador diante do Eterno, quer dizer que Ninrode caçava pessoas para desviá-las dos caminhos de Elohim. 

Assim diz Flavio Josefo sobre Ninrode: “Pouco a pouco, (Ninrode) transformou o estado de coisas numa tirania, sustentando que a única maneira de afastar os homens do temor a Elohim era fazê-los continuamente dependentes dos seus próprios poderes. Ele ameaçou vingar-se de Elohim, caso Este quisesse novamente inundar a terra. Vingança esta, em que construiria uma torre mais alta do que poderia ser atingido pela água, conseguindo, também, vingar-se da destruição dos seus antepassados. O povo estava ansioso de seguir este conselho (de Ninrode), pois achavam que submeter-se a Elohim fosse escravidão. Assim, empreenderam-se em construir a torre, e ela subiu com rapidez além de todas as expectativas.” (Antiguidades Judaicas). 

Seus atos eram tão abomináveis, que se casou com a própria mãe, cujo nome era Semíramis. E foi justamente sua mãe-esposa que conduziu o inicio da propagação de doutrinas malignas que estão bem vivas e presentes ainda hoje em boa parte dos sistemas religiosos. Após a morte de Ninrode, Semíramis começou a pregar que tinha tido uma concepção milagrosa, dando a luz a um filho, a quem chamou de Tammuz, que ela dizia ser a reencarnação de Ninrode. 

Todo ano, no dia do seu aniversário de nascimento, ela alegava que Ninrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela. Este dia de seu aniversário equivaleria ao dia 25 de dezembro no calendário gregoriano.

Consta ainda, em alguns relatos de sua vida, que depois da morte de Ninrode, sua mãe-esposa propagou a doutrina maligna da sobrevivência dele como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida. Todo ano, no dia do seu aniversário de nascimento, ela alegava que Ninrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela. Este dia de seu aniversário equivaleria ao dia 25 de dezembro no calendário gregoriano. 

Moedas antigas já foram encontradas mostrando um toco de árvore e uma pequena árvore crescendo próxima, representando a morte de Nimrod e seu renascimento como Tammuz. Os Egípcios usavam uma palmeira, enquanto os Romanos um pinheiro. 

Esta tradição de cultuar a árvore de Ninrode, colocando sob ela presentes no chamado natal de Ninrode, foi mantida de geração em geração, sendo adaptada e recebendo outros significados, porém a origem permanece a mesma até os dias de hoje. 

Mas o Eterno ordenou claramente que seu povo não devia segui o caminho das nações, utilizando-se de seus costumes de adoração pagãs: 

“Assim diz o Eterno: Não aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis com os sinais do céu; porque deles se espantam as nações, pois os costumes dos povos são vaidade; corta-se do bosque um madeiro e se lavra com machado pelas mãos do artífice. Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova.” (Jeremias 10:2-4) 

Conforme os relatos foram tomando força, Semíramis foi ganhando status de

Semiramis declarou que Tammuz era a reencarnação de Nimrod e que ali estava o Salvador. Porém, logo se estabeleceu um culto à rainha, ela era a Mãe de deus.

uma deusa, o que a levou a ser chamada de “Rainha dos Céus” dos babilônicos, deusa que com o tempo passou a ser adorada por milhares de culturas. Ela já foi chamada Isis, no Egito, Osíris, na Ásia, Cibele e Deois, na Roma antiga, Fortuna e Júpiter, na Grécia, e até mesmo na China, Japão e Tibet encontrou-se equivalentes à Madonna (minha dona ou minha senhora). Ainda hoje ela é adorada por muita gente utilizando-se de outros nomes. 

Seu filho, Ninrode, passou a ser conhecido como o Divino Filho do Céu, uma espécie de messias, filho do deus-sol, sendo ele mesmo cultuado como deus, inclusive como o próprio deus-sol. É nesta adoração a Ninrode como deus-sol que está a origem do natalis invicti Solis.

 

 

E como (e quando) uma festa pagã passou a ser celebrada pelos cristãos? 

Por volta do ano 336 E.C. o Imperador Constantino celebrou o primeiro natal pagão, debaixo de imposição e opressão. Houve muita resistência na época, e os que não se submeteram a esta aberração morreram, por não aceitar o paganismo. E assim a assimilação da festa pagã continuava, enquanto aqueles que não aceitavam morriam ao fio da espada ou enforcados. O argumento de Roma era que eles não eram cristãos, lembrando que nesta época os que se recusavam a professar a fé cristã ou morriam ou sofriam duras penas. Desta forma Constantino impôs o seu cristianismo, uma fé distorcida e cheia de misturas pagãs, já muito distantes da verdadeira fé pregada pelos primeiros seguidores de Yeshua. 

No ano 354 E.C. o papa Libério e o imperador de Roma nesta época, Justiniano, ordenou que os cristãos deveriam celebrar o nascimento  do Messias no dia 25 de dezembro. A data foi escolhida de forma a agradar tanto os romanos, que já celebravam neste dia o dia de Saturno, conhecido como Saturnália, como os pagãos, que forçadamente se convertiam ao cristianismo, já que neste dia celebravam o Natalis Invicti Solis. 

Mas porque instituir uma festa pagã como cristã? O Eterno já não ordenou quais festas seu povo deveria celebrar? Já não nos deu os shabatot (sábados) e as luas novas? Mas o objetivo dos lideres cristãos desta época era justamente cortar qualquer elo com o judaísmo, seus símbolos, crenças e festas. 

No ano 230 E.C., Tertuliano, um dos lideres da igreja cristã na época, escreveu: 

“Por nós (povos cristãos) que somos estrangeiros aos Shabatot judaiscos, e luas novas, e festivais, uma vez aceitos por Deus, a Saturnália, a festa de Janeiro, a Brumália, e a Matronália estão sendo freqüentados, com presentes sendo dados e recebidos.” 

Cabe lembrar que esta separação do judaísmo é totalmente infundada, já que o próprio Yeshua era judeu, seus discípulos e emissários eram judeus, todos eles viviam, comiam, rezavam como judeus e a única escritura existente na época eram o chamado Tanach judaico. Era esta escritura que era lida e ensinada pelo Messias e seus emissários. 

“Toda a Escritura é inspirada por Elohim, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;” (Timoteus Beit/2 Timóteo 3:16) 

“Yeshua, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Elohim.” (Matitiyahu /Mateus 22 : 29) 

“Não penseis que vim abolir a Torá ou os profetas; não vim para abolir, mas para torná-los plenos. Amen! Por que vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da Torá um só Yud ou um só traço, até que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar uma destas mitsvot [mandamentos], por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no Reino dos Céus; aquele, porém, quem as cumprir e ensinar será chamado grande no Reino dos Céus.” (Matitiyahu/Mateus 5:1719) 

“E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?”  (Lucas 24:32) 

“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;”  (Yochanan/João 5:39) 

“Que vantagem, pois, tem o yehudi? ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, em todo sentido; primeiramente, porque lhe foram confiadas as Palavras de Elohim.” (Romanos 3:1-2)  

Yeshua e seus emissários: 

  • Celebravam e guardavam os shabatot;

“Chegando a Natzeret, onde fora criado; entrou na sinagoga no dia de Shabbat, segundo o seu costume, e levantou−se para ler.” (Lucas 4:16) 

 “Então desceu a K’far Nachum, cidade de Galil, e os ensinava no Shabbat.” (Lucas 4:31) 

 “Ainda em outro Shabbat entrou na sinagoga, e pôs−se a ensinar.” (Lucas 6:6ª) 

  • Freqüentavam as sinagogas;

“Então voltou Yeshua para Galil no poder da Ruach; e a sua fama correu por toda a circunvizinhança. Ensinava nas sinagogas deles, e por todos era louvado.” (Lucas 4:14-15)

 

  • Celebravam as festas bíblicas.

“Celebrava−se então em Yerushalayim a festa de Chanukah. E era inverno. Andava Yeshua passeando no Beit HaMikdash, no pórtico de Shlomo.” (Yochanan/João 10:22-23) 

“Ora, no primeiro dia de matzah, vieram os talmidim a Yeshua, e perguntaram: Onde queres que façamos os preparativos para comeres o Seder de Pessach? Respondeu ele: Ide à cidade a um certo homem, e dizei−lhe: O Rabi diz: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei o Pessach com os meus talmidim”. (Matitiyahu/Mateus 26:17-18) 

 

  • Mesmo depois da ascensão de Yeshua, os emissários e discípulos do primeiro século continuavam freqüentando as sinagogas, celebrando os Shabatot e as festas.

“E, despedida a sinagoga, muitos yehudim e prosélitos devotos seguiram a Sha’ul e Bar Nabba, os quais, falando−lhes, os exortavam a perseverarem na graça de Elohim. No Shabbat seguinte reuniu−se quase toda a cidade para ouvir a palavra de Elohim.” (Atos 13:43-44)

 

“No Shabbat saímos portas afora para a beira do rio, onde julgávamos haver um lugar de oração e, sentados, falávamos às mulheres ali reunidas.” (Atos 16:13)  

“Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga dos yehudim. E Sha’ul, como tinha por costume, foi ter com eles; e por três shabatot discutiu com eles as Escrituras.” (Atos 17:2) 

“E eles chegaram a Éfeso, onde Sha’ul os deixou; e tendo entrado na sinagoga, discutia com os yehudim. Estes rogavam que ficasse por mais algum tempo, mas ele não anuiu, antes se despediu deles, dizendo: Se Elohim quiser, de novo voltarei a vós; e navegou de Éfeso.” (Atos 18:19-21) 

“Porque Sha’ul havia determinado passar ao largo de Éfeso, para não se demorar na Ásia; pois se apressava para estar em Yerushalayim no dia de Shavu’ot, se lhe fosse possível.” (Atos 20:16) 

 

  • Continuavam a praticar a circuncisão e votos bíblicos.

“Sha’ul quis que este fosse com ele e, tomando−o, o circuncidou por causa dos yehudim que estavam naqueles lugares; porque todos sabiam que seu pai era arameu.” (Atos 16:3)

 

“Sha’ul, tendo ficado ali ainda muitos dias, despediu−se dos irmãos e navegou para a Síria, e com ele Priscila e Áqüila, havendo rapado a cabeça em Cencréia, porque tinha voto.” (Atos 18:18) 

“Faze, pois, o que te vamos dizer: Temos quatro homens que fizeram voto; toma estes contigo, e santifica−te com eles, e faze por eles as despesas para que rapem a cabeça; e saberão todos que é falso aquilo de que têm sido informados a teu respeito, mas que também tu mesmo andas corretamente, guardando a Torah”. (Atos 21:23-24

  • Sha’ul, conhecido como Paulo, tido como um dos pais da igreja e da fé cristã, afirmou claramente e com todas as letras que era judeu, que continuava judeu e que nunca deixou de cumprir os mandamentos da Torah e nem mesmo as tradições judaicas.

“Sabendo Sha’ul que uma parte era de Tz’dukim e outra de P’rushim, clamou no Sanhedrin: Varões irmãos, eu sou Parush, filho de P’rushim; é por causa da esperança da ressurreição dos mortos que estou sendo julgado.” (Atos 23:6)

 

“Sha’ul, porém, respondeu em sua defesa: Nem contra a Torah dos yehudim, nem contra o Beit HaMikdash, nem contra César, tenho pecado em coisa alguma”. (Atos 25:8) 

 “Passados três dias, ele convocou os principais dentre os yehudim; e reunidos eles, disse−lhes: Varões irmãos, não havendo eu feito nada contra o povo, ou contra os ritos paternos, vim contudo preso desde Yerushalayim, entregue nas mãos dos romanos”. (Atos 28:17)  

Se Yeshua, seus discípulos e todos os primeiros emissários mantiveram todo o cumprimento dos mandamentos bíblicos, conforme o Eterno revelou em sua Torah, estudando o Tanach, as chamadas escrituras judaicas, freqüentando as sinagogas e até mesmo mantendo as praticas judaicas, porque é que centenas de anos depois alguns lideres, com uma visão distorcida da fé, se acham no direito de mudar tudo o que até então eram os verdadeiros ensinamentos dos primeiros seguidores do Messias e até mesmo do próprio Yeshua? E pior, mesmo com a reforma protestante pouca coisa mudou, pois apesar dos protestantes condenarem o chamado cristianismo católico, continuaram seguindo suas determinações, trocando o Shabat bíblico pelo domingo, deixando de lado as festas bíblicas e celebrando festas pagãs como o natal. 

O papa Gregório escreveu o seguinte a Agostinho, o primeiro missionário às Ilhas Britânicas (597 EC): “Não destrua os templos dos deuses ingleses; mude-os para igrejas cristãs. Não proíba costumes “inofensivos” que têm sido associados a outras religiões; consagre-os ao uso cristão”.  

Porém o Eterno é Elohim santo, puro e justo, que não divide sua glória com deuses pagãos, nem quer que seu culto seja misturado a elementos pagãos. 

“Ouvi a palavra que YHWH vos fala a vós, ó casa de Israel. Assim diz YHWH: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis dos sinais dos céus; porque com eles se atemorizam as nações. Porque os costumes dos povos são vãos…” (Yirmiyahu/Jeremias 10:13a) 

“Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas? Que harmonia há entre o Mashiach e Belial? ou que parte tem o crente com o incrédulo? E que consenso tem o santuário de Elohim com demônios? Pois nós somos santuário de Elohim vivo, como Elohim disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Elohim e eles serão o meu povo. Pelo que, saí vós do meio deles e separai−vos, diz ADONAI; e não toqueis coisa imunda, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o El Shaddai.” (II Coríntios 6:14-18) 

As Enciclopédias, de um modo geral, contêm informações sobre a origem sob os títulos “natal” e “dia de natal”. Por exemplo: 

a) Enciclopédia Católica, edição inglesa de l911; “A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja… os primeiros indícios dela são provenientes do Egito… 

Na mesma enciclopédia encontramos que Origines, um dos pais da igreja cristã, reconheceu a seguinte verdade: “ …não vemos nas Escrituras alguém que haja celebrado uma festa ou um grande banquete no dia do natalício. Somente os pecadores ( como Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram nesse mundo”. 

b) A Enciclopédia Barsa diz: “A data real deste acontecimento [do nascimento de Jesus] . . . não foi ainda satisfatoriamente reconhecida. . . . O dia 25 de dezembro aparece pela primeira vez no calendário de Philocalus (354). No ano 245, o teólogo Orígenes repudiava a idéia de se festejar o nascimento de Cristo ‘como se fosse ele um faraó’.” — (São Paulo, 1968), Vol. 9, p. 437. 

c) Enciclopédia Britânica, edição de 1946; “O Natal não constava entre as antigas festividades da Igreja… Não foi instituída pelo Messias e nem pelos apóstolos”. 

d) Enciclopédia Americana, edição 1944; “O Natal de acordo com muitas autoridades da história eclesiástica, não se celebrou nos primeiros séculos da Igreja. O costume dos Nazarenos não era celebrar o nascimento do Messias, e sim a sua morte. 

e) A Enciclopédia Barsa nos informa: “A data atual [25 de dezembro] foi fixada . . . a fim de cristianizar grandes festas pagãs realizadas neste dia: a festa mitraica . . . que celebrava o natalis invicti Solis (“Nascimento do Vitorioso Sol”) e várias outras festividades decorrentes do solstício do inverno, como a Saturnalia em Roma e os cultos solares. . . . A idéia central das missas de Natal revelam claramente esta origem: as noites eram mais longas e frias, pelo que, em todos estes ritos, se ofereciam sacrifícios propiciatórios e se suplicava pelo retorno da luz. A liturgia natalina retoma esta idéia.” — (São Paulo, 1968), Vol. 9, pp. 437, 438). 

Conclusão 

Por todos os motivos citados acima e eu decidi me abster da comemoração do natal, pois vai contra minha fé e contra as ordenanças do meu Elohim. Mas ai alguém pode chegar e dizer: “Ah, tudo bem que o natal tenha sido uma festa pagã ao tal do deus-sol, mas hoje não é mais, pois hoje não usamos mais o natal para honrar um falso deus, mas sim para honrar a Cristo”. 

Deixo que o próprio Eterno responda a essas pessoas: 

“E não andeis nos costumes das nações que eu expulso de diante de vós, porque fizeram todas estas coisas; portanto fui enfadado deles”. (Vayikra (Levítico) 20: 23) 

“Guarda-te, que não te enlaces seguindo-as, depois que forem destruídas diante de ti; e que não perguntes acerca dos seus deuses, dizendo: Assim como serviram estas nações os seus deuses, do mesmo modo também farei eu. Assim não farás ao SENHOR teu Elohim; porque tudo o que é abominável ao SENHOR, e que ele odeia, fizeram eles a seus deuses; pois até seus filhos e suas filhas queimaram no fogo aos seus deuses. Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás”. (Devarim (Deuteronômio) 12:30-32) 

“E proferirá palavras contra o Altíssimo e destruirá os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a Torah”. (Daniel 7:25)  

“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai−vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Elohim.” (Ruhomayah/Romanos 12:2) 

“Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas? Que harmonia há entre o Mashiach e Belial? ou que parte tem o crente com o incrédulo? E que consenso tem o santuário de Elohim com demônios? Pois nós somos santuário de Elohim vivo, como Elohim disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Elohim e eles serão o meu povo.” (Curintayah Beit / II Coríntios 6:14-16) 

“E não vos associeis às obras infrutíferas das trevas, ao invés disto, condenai-as”.(Efessayah / Efésios 5:11) 

  

Baseado nas seguintes fontes: 

A verdade a respeito do natal – Por Francisco Leonardo Cardoso – http://netivyah.org.br/index.php?cod_secao=estudo_21 

A verdade sobre o natal – Por  Ya’akov Ben Yisrael – http://www.adventistas.com/dezembro2008/verdade_suposto_natal.htm 

O que é o natal – Por Ed Stevens; editado pelo Dr. James Trimm; traduzido e adaptado por Sha’ul Bentsion – http://www.torahviva.org/index.php?action=artigos&schema=judaismonazareno

Natalis Solis Invictus e Outras Celebrações Natalícias – http://gladio.blogspot.com/2008/12/natalis-solis-invictus-e-outras.html

Natal – das origens à brasilidade – http://suplementocultural.blogspot.com/2007_12_01_archive.html

 
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Publicado por em dezembro 17, 2009 em CULTURA E LAZER

 

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Metodologia de Pesquisa – Conhecimento, saber e ciência

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Publicado por em novembro 23, 2009 em CULTURA E LAZER, TECNOLOGIA

 

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10 Dicas e Truques para Enganar seu Corpo!

1. VONTADE DE FAZER XIXI? PENSE EM SACANAGEM
Pensar em sexo mantém o cérebro ocupado, por isso o desconforto parecerá menor. Temos dois impulsos da urina. Quando a bexiga expande, gera um estímulo de urinar, chamado primeiro estímulo, que é suprimível. Agora há um segundo, que é quando a bexiga está com seu volume máximo suportável. Se for esse o caso, aí não adianta pensar em nada.

2. PREVINA A MIOPIA
Segundo a oftalmologista norte-americana Anne Barber, a miopia raramente é resultado da genética. A principal causa é forçar a visão: ficar muito tempo em frente ao computador ou à televisão, por exemplo. Para evitar isso, de tantas em tantas horas durante o dia, feche seus olhos, contraia seu corpo, respire profundamente, e após alguns segundos expire e solte os músculos ao mesmo tempo. Apertar e soltar os músculos, como bíceps e glúteos, pode fazer com que outros músculos, como os dos olhos, relaxem também.

3. APAGUE O FOGO COM AS MÃOS!
Quando queimar o dedo acidentalmente no fogão, limpe a pele e exerça uma leve pressão com a ponta de outro dedo. O gelo iria aliviar a dor mais rapidamente, mas, como o método natural faz com que a pele volte à temperatura normal, há menos chances de formar bolhas.

4. SE A GARGANTA ARRANHAR, COCE A ORELHA
Quando os nervos da orelha são estimulados, isso cria um reflexo na garganta, que causa um espasmo muscular. Esse espasmo alivia a coceira da garganta. Mas esse alívio varia de indivíduo para indivíduo e também depende do tipo de coceira. Por exemplo, o pigarrear do fumante é resultante da tentativa do organismo em manter a fisiologia da traquéia adequada, produzindo muco excessivo. Isso gera irritação, coceira e tosse. Essa coceira não irá melhorar nem esfregando a orelha com palha de aço.

5. MEDO DE AGULHA? TUSSA
Cientistas alemães descobriram que tossir durante a aplicação de injeção pode diminuir a dor provocada pela agulha. De acordo com os pesquisadores, isso causa um aumento repentino e temporário na pressão exercida no peito e no canal da espinha, inibindo as estruturas condutoras da sensação de dor na medula espinhal. Mas essa inibição é muito rápida, só vale no momento da picada. Há vários tipos de injeção. Por exemplo, a intramuscular, que gera muita dor, e a intradérmica, que gera só a dor da picada na pele. Somente esta última pode ser suprimida por outro estímulo.

6. PARA COMBATER A AZIA, MUDE DE LADO
Estudos mostram que pacientes que dormem virados para o lado esquerdo têm menos chances de sofrer de refluxo estomacal. O estômago e o esôfago estão conectados em um determinado ângulo. Quando você dorme virado para o lado direito, o estômago fica mais alto do que o esôfago, permitindo que a comida e o ácido estomacal deslizem para sua garganta. Quando você vira para o lado esquerdo, o estômago fica mais baixo do que o esôfago, e a gravidade a seu favor. Dependendo da azia, não adianta nem ficar de ponta-cabeça, é preciso procurar um médico.

7. PARA EVITAR AQUELA DOR DO LADO QUANDO VOCÊ CORRE, EXPIRE QUANDO SEU PÉ ESQUERDO TOCAR O SOLO
Se você é como a maioria das pessoas, quando corre, você expira quando seu pé direito toca o chão. Isso coloca pressão no seu fígado (localizado no lado direito), que o repassa para o diafragma e produz aquela “dorzinha do lado”. Por isso o conselho é exalar o ar quando seu pé esquerdo tocar o chão.

8. FAÇA O MUNDO PARAR DE GIRAR
Para acabar com aquela tontura resultante de uns drinques a mais, basta colocar suas mãos em algum lugar estável. O órgão responsável pelo equilíbrio, a cóclea, flutua em um fluido que tem a mesma densidade que o sangue. À medida que o álcool dilui o sangue na cóclea, o órgão se torna menos denso. Isso confunde o cérebro. A informação tátil de um objeto estável dá ao cérebro uma “segunda opinião”, e você fica mais equilibrado. Como os nervos das mãos são muito sensíveis, a tática funciona melhor do que manter os pés no chão.

9. DERRETA SEU CÉREBRO
Para evitar aquela dor de cabeça característica de quando se toma uma grande quantidade de sorvete muito rápido, pressione sua língua contra o céu da boca. Não é nenhum tipo de simpatia ou mandinga, como pode parecer. Como os nervos da região ficarão extremamente gelados, seu corpo irá pensar que seu cérebro também está congelando. Quanto mais pressão você aplicar no céu da boca, mais rápido a dor de cabeça irá diminuir.

10. O CORAÇÃO DISPAROU? ASSOPRE
Para controlar o nervosismo que que antecede a entrevista de emprego ou o primeiro encontro, assopre bastante (num saquinho, no seu dedo ou em qualquer outro lugar). A estratégia funciona porque, quando sofremos uma grande descarga nervosa e não estamos em movimento, temos uma hiperventilação. Quando isso acontece, temos um aumento na concentração de oxigênio em um lugar chamado gás alveolar, que se localiza no alvéolo pulmonar (onde ocorrem as trocas de gases no pulmão). Quando respiramos dentro de um saquinho, por exemplo, o efeito é a diminuição da freqüência cardíaca, devido à redução do oxigênio no gás alveolar. Isso faz com que a freqüência cardíaca volte ao normal rapidamente, sem precisar de calmantes.

Fonte: http://www.vocesabia.net

 
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Publicado por em setembro 22, 2009 em CULTURA E LAZER, SAÚDE

 

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