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Arquivo mensal: fevereiro 2014

Só uma vaga lembrança

Antes eu achava que era só impressão, mas pelo que eu tenho lido, pesquisas confirmar que a facilidade da internet, assim como a popularização dos smartphones, está deixando nossa memória mais preguiçosa. Quer dizer, antigamente nós realmente aprendíamos as coisas, ou pelo menos decorávamos. Hoje em dia, se eu não sei algo, se tenho alguma dúvida, eu não preciso mais aprender, pois tenho a resposta na palma da mão, basta digitar o que eu quero, aliás, basta falar o que eu quero saber e a resposta surge na tela do celular. Aí é só ler, usar para o que interessa e… descartar, porque se eu precisar novamente, sei que estará ali.

A cada dia que passa menos as pessoas tem se preocupado em conhecer sobre as coisas de forma mais profunda, um simples tweet com seus 140 caracteres, uma simples imagem compartilhada no Facebook, uma manchete publicada no Google Plus já é recebida como informação e, muitas vezes, assumida como verdade.

Antigamente armazenávamos as informações na nossa cabeça, hoje em dia temos os bookmarks e as wikis para cuidar disso e em caso de dúvida, basta perguntar à quem tudo sabe e tudo vê, o Google.

O pior (ou seria melhor?) de tudo é que isso não se restringe a conhecimentos gerais ou específicos. Nossa vida pessoal também tem sido atingida. Sabe aquele evento, aquela festa? Não?! Tudo bem, basta dar uma pesquisada nos Facebooks da vida. Não lembra onde esteve na última semana? Não tem problema, basta acessar seu histórico do Foursquare. Assim, cada compromisso, livros lidos, listas de desejos, tarefas do dia a dia, enfim, tudo em nossa vida parece estar ficando armazenado não mais em nossa mente, mas na nuvem, e a cada dia nossas principais memórias são as RAMs e ROMs, de resto, tudo não passa de uma vaga lembrança.

 
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Publicado por em fevereiro 27, 2014 em CRÔNICAS E CONTOS, TECNOLOGIA

 

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Politicamente Hipócrita

O mundo hoje está carente de graça, no sentido humorístico e desencanado da palavra. Parece que as coisas estão sendo levadas à sério demais, tudo está muito sério, sisudo, de forma que até para se fazer uma piada, inocente ou não, suja ou não, seja como for, tem que se tomar o devido cuidado, pois uma palavra qualquer pode ser o estopim para a fúria dos pseudo-tudo da vida, que vão apontar o dedo e dizer: “Isso é errado, é preconceito, é desrespeito”. Claro que deve-se sim tomar o devido cuidado, pois preconceito e desrespeito devem ser sim combatidos, porém na maioria das vezes, o problema não é nem um nem outro, mas sim a hipocrisia.

Certos tipos de piadas e brincadeiras existem desde os princípios da humanidade, ou pelo menos à partir do momento em que o homem percebeu que poderia fazer o outro rir comentando qualquer merda que lhe viesse a cabeça. O humor, as brincadeiras e piadas, falando do dia a dia, não no sentido profissional, sempre foram isso, comentários espontâneos sobre acontecimentos que nos cercam. Às vezes inocentes, geralmente com pitadas de sarcasmo e um pouco de maldade, mas não maldade no sentido de se querer o mal, mas todo mundo já fez alguma piada ou brincadeira do tipo, seja com o amigo gordinho, com a amiga de cabelo ruim, com o casalzinho do grupo , enfim, faz parte da vida. Mas hoje, no mundo globalizado e socialmente conectado, tudo se espalha na velocidade da luz, ou pelo menos na velocidade da conexão de cada um, ao ponto que críticos e mais críticos de tudo têm se espalhado como pragas, metendo o bedelho em tudo o que se fala ou se faz, com aquela aura de politicamente correto, ético e besteiras do tipo. Pra mim, tudo não passa de politicamente hipócrita, e esse tem sido um dos males dessa geração.

Assim, condenam e ridicularizam as pessoas pelo humor, ou falta de humor, pelos comentários que fazem, pelas opiniões que emitem, pela música que ouvem, pelo lugar onde moram, pelo que assistem, pelas roupas que compram, ou vendem, ou até se são ou não sustentáveis. É sempre assim, um critica qualquer coisa que seja nas redes sociais da vida, na que estiver em voga no momento, e logo várias Marias vão com ele, metendo o pau em coisas que não sabem, com ar de entendedores do assunto, destilando merda e veneno, sendo na maioria das vezes hipócritas.

Pra finalizar, quero dar um pequeno exemplo, de algo que tenho visto acontecer muito nos últimos dias. O tal do Big Brother Brasil, ou Big Brother qualquer coisa, já que o programa não é exclusivo do Brasil. Por pior que seja o programa, tem gente que gosta, muita gente, aliás, mas isso não significa que tais pessoas sejam idiotas, ignorantes, manipuladas e tantos quantos outros adjetivos que insistem usar para infamar que gosta do programa. Não que não existam aquelas pessoas que se enquadram nessas categorias e que também assistam, mas é incrível como tem gente que faz questão de apontar o dedo e generalizando tudo e todos, como se o simples fato de assistir um programa fosse o suficiente para formar uma personalidade. O engraçado é que essas mesmas pessoas que criticam o Big Brother são as mesmas que assistem as novelas que passam antes, ou até mesmo coisas piores.

Seria muito bom se as pessoas se preocupassem menos em fazer parte da modinha de criticar tudo e todos e fizessem, falassem e ouvissem mais as coisas com mais respeito, menos preconceito e até mesmo por simples diversão, pois certamente assim o mundo teria bem mais graça.

 
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Publicado por em fevereiro 25, 2014 em CRÍTICAS

 

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