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Galaxy X, o melhor smartphone do Google que não querem vender

03 abr

Quando a Apple lançou o iPhone For Ass no Brasil, muito se falou, se criticou e se lamuriou pelo valor exorbitante do aparelho. A verdade é que entre os que reclamam, poderiamos encontrar alguns tipos distintos de pessoas. Os que não tinham condições de comprar, por isso reclamavam, pois na verdade um iPhone não é para seu bico. Essa é a verdade, a Apple lança aparelhos pelo preço que quer, sem se preocupar tanto com preços baixos, pois o que interessa é que seu verdadeiro público alto poderá adquiri-los. E é dentre o próprio público da Apple que encontramos o segundo grupo de reclamadores, os que choram, mas pagam o preço. Às vezes nem têm dinheiro pra isso, mas se viram em empréstimos e créditos à perder de vista, só para estar na moda, com a última versão de um aparelho que é lindo, bem acabado, mas que apesar de muito funcional, não apresenta nada de novo diante de suas versões anteriores. Mas isso não interessa, pois o fato de ser a última versão é o que interessa. E se lançarem um iPhone 5, mudarem um pouquinho o design e não mexerem em mais nada, ainda sim filas e mais filas se formarão no dia do lançamento, com inúmeros fanboys disputando seu lugar ao sol da moda que é ter um iPhone novo, pura questão de status, nada mais que isso.

Antes que comecem a me apedrejar, não estou aqui para criticar tais atitudes, por mais ridículas que sejam. Na verdade admiro a Apple, pois criou algo que nenhuma outra empresa conseguiu, e não estou falando do iPhone, iPad ou outros i. O que Steve Jobs criou foi algo maior, mágico e mais inovador que qualquer aparelho da empresa. É o que alguns conhecem como campo de distorção da realidade, assim a Apple cria mais do que aparelhos necessários, mas cria a necessidade dos aparelhos que cria. Jobs nunca chegou nos seus famosos keynotes dizendo “este é o aparelho que vocês precisam”, mas ele dizia “vocês precisam desse aparelho”.

Mas há mais um grupo de pessoas que de uma forma ou de outra reclama do preço dos aparelhos da Apple, ou dos aparelhos da Apple em geral, mas não por inveja, pois querem, mas não podem ter, ou por hábito ou comodismo, pois no final vão comprar do mesmo jeito. São pessoas que por algum motivo não gostam dos aparelhos da Apple, que não querem ter o iPhone, e as principais pessoas desse grupo são os fanboys do Android. Essa coisa de fanboy em si às vezes beira o ridículo, mas não é sobre isso que eu quero falar, mas sim sobre o mais novo expoente da plataforma móvel do Google, ou pelo menos assim deveria ser, o Galaxy Nexus, ou como é conhecido no Brasil, Galaxy X.

Não sei como as vendas do Galaxy X Nexus estão pelo mundo, mas imagino que no Brasil estão uma bela porcaria. A impressão que se tem é que a única interessada em vender o Galaxy Nexus é o Google, e o Google não vende aparelhos, ainda. Nem a própria fabricante do aparelho, a Samsung, nem as operadoras de telefonia móvel estão interessadas em vender o mais novo Google Device. A Samsung fabricou o Galaxy Nexus à pedido do Google, e o que temos é uma versão Googletizada do seu Galaxy S2. Mas com esse aparelho, o S2, alcançando ótimos números de vendas no mundo todo, e batendo de frente com o iPhone 4S, e também com a nova grande investida de sucesso da Samsung, o Galaxy Note, porque a empresa se preocuparia em vender um aparelho que tem o objetivo de divulgar outra empresa e que poderia colocar em risco suas vendas de seus próprios aparelhos. Parece confuso, mas questões políticas mercadológicas realmente são complicadas, e olha que eu nem sei se esse termo existe. E quanto às operadoras, no caso falando das Brasileiras. Elas gostam de modificar o sistema e encher de tranqueiras, o que o Google limita em seus devices, porque então investiriam em divulgar e forçar as vendas desse aparelho?

Assim, o Galaxy X foi lançado no Brasil, na surdina, sem que ninguém soubesse. A VIVO levou o aparelho para a Campus Party Brasil 2012, mas não havia uma mínima informação sobre ele. Nas lojas não encontramos qualquer material de divulgação, um ou outro site começou a vender o dispositivo do Google, mas sem nenhum alarde. Não houve evento de lançamento e, pelo menos até o último fim de semana, nem o Samgung Experience fez questão de ter uma unidade para testes dos consumidores. E pra terminar, comecei falando sobre as reclamações sobre o preço do iPhone 4S no Brasil, mas para se ter uma ideia, o preço do Galaxy X, sem nenhum plano de operadora, chega a mais de R$ 2.500,00. A primeira coisa que me vem a mente é que estão fazendo o possível para dificultar as vendas desse Google Nexus no Brasil, aliás, o primeiro que chega oficialmente ao Brasil. A segunda coisa que eu penso é que criticar a Apple por seus preços é fácil, mas até o momento nenhuma empresa conseguiu realmente bater de frente. Podem até criar smartphones e tablets melhores, com ótimos hardwares e tudo mais, porém um iPhone, um iPad é muito mais do que só um bom aparelho, é algo que as demais empresas ainda vão ter que ralar muito para alcançar, se é que vão conseguir. Mas nada impede de continuarem buscando um jeito, certo Google?

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Publicado por em abril 3, 2012 em Android, TECNOLOGIA

 

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