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A TEORIA DO AMOR, SUAS VARIAVEIS E SUAS VARIAÇÕES

08 jun

Como já disse aqui, esta série não foi escrita de uma vez, em sua totalidade. Quando escrevi o primeiro parágrafo da primeira parte, não tinha idéia de como ela terminaria. Na verdade, quando terminei a quarta parte, ainda não tinha nem uma frase da parte final em mente. Os textos foram simplesmente fluindo, aos poucos, de acordo com o desenrolar da minha própria história, que serviu de inspiração para a história do Humberto. Esta história teve começo e meio baseados em diferentes fases da minha vida. O episódio do ponto de ônibus foi o pontapé inicial, quando estava na mesma condição do Humberto, recém separado, sozinho, confuso, mas naquele momento, na vida real, não tive coragem de chegar na que, naquele momento, representava a Jéssica. Mas a própria Jéssica mudou no decorrer da história. O meio da história representa uma fase de transição em minha vida, quando conheci a Jéssica que mudou completamente minha própria história. Foi essa Jéssica que me inspirou a escrever a última parte dessa história, que pela primeira vez não conta algo que já tinha acontecido na vida real, mas sim algo que eu desejava que acontecesse, e que realmente aconteceu.

A TEORIA DO AMOR, SUAS VARIAVEIS E SUAS VARIAÇÕES

Um texto de Y. Camargo

Leia os Capítulos Anteriores: Parte 1; Parte 2; Parte 3; Parte 4

Sem esperar, sem reação, com magoa inundando seu ser e com o coração na mão, Humberto ouve Jéssica proferir palavras que marcariam sua vida.

_ Isso é típico de vocês homens, covardes. Tentam esconder as coisas até o último momento, e quando não agüentam mais, fogem. Acham que é mais fácil se acovardar e terminar. Tudo bem, então suma da minha frente. Está tudo acabado!

 

Parte Final: O Amor

O amor! Inexplicável, enigmático, incompreensível, misterioso, espantoso, incrível. Não há teoria que seja capaz de explicar o amor. É impossível descrevê-lo. Mas é possível que alguém seja capaz de saber o que é amar? Sim, aquele que ama de verdade, este conhece o verdadeiro amor. Mas mesmo quem ama, ama do seu jeito. Amor não é uma ciência exata, é humana. Amor é subjetivo e pessoal. Cada um sente e ama do seu jeito, a sua maneira. Não há fórmulas, modelos ou moldes. Muitos discutem e tentam explicar o amor. Músicas cantam o amor, poesias proclamam o amor, contos, textos, redações, crônicas declaram o amor. Psicólogos e filósofos debatem o amor. Todos falam de amor. E muitos não acreditam no amor, em suas formas, tipos, variáveis e variações.

Assim era Humberto há pouco mais de dois anos, desacreditado de qualquer forma de amor verdadeiro e sincero. Mas tudo mudou quando o amor surgiu em sua vida, de repente, sem avisar. É assim que geralmente acontece, quando não esperamos, quando não procuramos, quase sem querer, e pode acontecer em qualquer lugar, seja num ponto de ônibus, seja na Avenida Paulista, o amor pode nos surpreender, e aí não tem como escapar.

Jéssica não consegue segurar o choro. Diante do espelho ela contempla seus desejos para o futuro, seus desejos do passado, seu desejo do presente. Como tudo teria sido diferente se não tivesse conhecido e se apaixonado por Humberto. Sua vida teria sido melhor, pior, igual? Ela nunca saberá. Eles se conheceram de forma inusitada, e quem poderia dizer que ficariam juntos? É como diz a canção: “Quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração”. Mas eles se apaixonaram, viveram uma linda história, atraído um pelo outro. Desejavam-se. Amavam-se.

Humberto era exatamente o que Jéssica queria, e Jéssica era o que Humberto procurava há tanto tempo sem sucesso. Antes ele buscava a mulher “ideal” com base na testosterona, mas foi seu coração que encontrou tudo o que ele precisava em Jéssica. Mas isso seria o suficiente?

Nunca é possível saber, pois o amor é incerto. Podem dizer o que quiser, mas o amor é instável, dúbio, difícil, indefinível e, a sua maneira, imortal. Mas amor, por si só, não permanece, não vive, não dura, não continua. É preciso querer amar, querer continuar, querer fazer dar certo. É preciso abrir mão de certas coisas, ceder, mudar perspectivas e características. Mas não por força nem por violência, mas sim por vontade própria e desejo de amar. Quando isso não acontece, quando uma das partes rompe com este desejo de mudar para que nada mude, o amor esfria, vai sumindo, até que chega o fim.

O tempo ensinou à Jéssica e ao Humberto as alegrias e tristezas da vida a dois. Eles aprenderam que mesmo um relacionamento feliz tem altos e baixos. Foram provados em todo o amor que diziam sentir um pelo outro. Até que discussões tolas, falta de confiança, impaciência e falta de força para mudar os fizeram repensar este relacionamento. Foi quando terminaram. Era o fim de uma linda história de amor.

O amor é estranho, é engraçado, é triste. Passaram por tantas coisas juntos e hoje, um ano depois destes acontecimentos, Jéssica e Humberto estão cada um no seu lugar.

Humberto está parado ao lado de seu melhor amigo, não sabe mais o que pensar, nem o que fazer. Ele já tinha vivido aquilo uma vez, mas agora parecia tudo tão diferente, tão especial. Pela primeira vez na vida ele sabia o que queria e o que desejava para sua vida e seu futuro. Ele a queria, Jéssica, e naquele momento nada mais importava a não ser o desejo de estar com ela, desta vez, para sempre. Humberto tinha certeza naquele momento do que queria. Sabia que amava Jéssica e faria de tudo para continuar amando, e para ficar ao lado dela.

Jéssica, que finalmente conseguiu parar de chorar, dá uma última olhada no espelho, sem acreditar no que vê. Ela desce do carro decidida a fazer sua vida valer a pena. Para diante da porta e imagina Humberto lá dentro. O que ele estará pensando? O que ele estará fazendo? Será que ele vai gostar? Como vai se sentir quando me ver? As portas se abrem. Humberto contempla maravilhado a visão do paraíso, de seu paraíso particular. O choro de Jéssica se transforma agora no sorriso mais lindo de sua vida. Ela dá o primeiro passo, o primeiro rumo a uma nova vida, em direção à sua felicidade. Humberto, emocionado, tem vontade de chorar. Ele está diante da noiva mais linda que já viu em toda a sua vida, sua noiva. Todos os erros do passado, tudo o que viveram, o que passaram, os fizeram ter certeza do que queriam. Eles reconheceram o amor que sentiam um pelo outro e, loucos por este amor, assumiram seu desejo de viver juntos para sempre.

O amor é loucura, é a razão do fim de qualquer razão, que nos permite enxergar coisas que sóbrios nunca enxergaríamos, é o que nos faz chegar à certeza de que vale a pena amar, e porque não, amar até sempre.

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6 Comentários

Publicado por em junho 8, 2011 em RELACIONAMENTO

 

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6 Respostas para “A TEORIA DO AMOR, SUAS VARIAVEIS E SUAS VARIAÇÕES

  1. Fabio Gouvêa

    outubro 9, 2008 at 11:14 am

    Por um momento pensei que eles estavam terminando, foi incrível como você fez a reviravolta no post.
    O Amor… ahhh o amor!
    Era pra chorar? caramba! parabéns pelo texto, pelo blog… Precisamos de promessas assim!

     
  2. Fabio Gouvêa

    outubro 9, 2008 at 11:16 am

    esqueci,

    linkei vc… tdbem?

     
  3. Beea

    outubro 20, 2008 at 8:34 am

    é lindo… foi o final perfeito…
    e em partes, me identifico tanto com esse texto! =)

    eu te amo… mo bem!

     
  4. Rafaela Hevelin

    fevereiro 6, 2009 at 3:23 pm

    O amor não faz loucuras, mais é paciente, não suspeita mau, não se arde em ciúmes, simplesmente confia do contrário não pode ser amor.

     
  5. bields84

    agosto 14, 2010 at 8:50 pm

    muito legal seu blog!

    gostei do post!

    se quiser que eu coloque alguma matéria sua que tenha a ver com psicologia no meu blog, é só me avisar

    o endereço é:

    http://psicologiaparatodos.16mb.com

    abraços!
    virei aqui mais vezes!

     
  6. Beea

    junho 8, 2011 at 1:38 pm

    Ai que eu aqui to toda idiota com o olho cheio de lágrima! Foi um texto lindo de uma vida linda s2 Obg por me deixar representar a Jéssica na vida real forever and for always! =)
    Muah =*
    TA s2

     

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