RSS

A TEORIA DO AMOR, SUAS VARIAVEIS E SUAS VARIAÇÕES

30 abr

Apesar de gostar de escrever, escrevo muito pouco. Talvez por falta de tempo, às vezes por preguiça mesmo. Mas tem momentos em que algo acontece em minha vida, ou vejo/ouço algo da vida de alguém próximo, que me dá vontade de escrever. O texto abaixo é um dos primeiros textos que escrevi, baseado num momento muito específico da vida de uma pessoa, que passou por boa parte das experiências descritas e que, apesar de ter sido vencido pela timidez no episódio do ponto de ônibus (sim, realmente aconteceu), acabou voltando a acreditar no amor quando olhou para o lado e se apaixou por uma pessoa maravilhosa que esteve ali o tempo todo.

A TEORIA DO AMOR, SUAS VARIAVEIS E SUAS VARIAÇÕES

Um texto de Y. Camargo

Prólogo

O amor é real? O amor existe? O que realmente é amor? O dicionário Michaelis define amor da seguinte forma:

sm (lat amore) 1 Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso. 2 Grande afeição de uma a outra pessoa de sexo contrário. 3 Afeição, grande amizade, ligação espiritual. 4 Objeto dessa afeição. 5 Benevolência, carinho, simpatia. 6 Tendência ou instinto que aproxima os animais para a reprodução. 7 Desejo sexual. 8 Ambição, cobiça. 9 Culto, veneração. 10 Caridade. 11 Coisa ou pessoa bonita, preciosa, bem apresentada. 12 Tendência da alma para se apegar aos objetos. 13 Namoro. 2 O objeto amado. 3 O tempo em que se ama.

Na minha humilde opinião, amor seria pouco e muito de tudo isso. Há amores e amores. Tipos e fases de amor e do amar. Eu por exemplo, amo minha família. É um amor incondicional, grande, uma ligação de sangue. Mas há ainda a família que escolhi. Meus amigos e amigas. Também os amo de forma muito especial, afinal, eu os escolhi para amar.

Mas e quanto ao tal discutido amor romântico? O amor de um homem por uma mulher. A grande afeição de uma a outra pessoa de sexo contrário.

Humberto sempre questionou a existência do amor. Ele já sofreu tanto por causa de seus sentimentos enganosos. Amor não existe, dizia ele. Tem se tornado normal ouvir isso hoje em dia. Eu mesmo já disse algumas vezes, em momentos de intensa decepção. Até que compreendi um pouco melhor o que poderia ser o amor. Acho difícil ter certeza, até porque uma das coisas que percebi é que a forma do amor varia de pessoa para pessoa.

Parte 1: Como nasce o amor?

Humberto acabara de sair de um casamento decepcionado, onde ele se viu perdendo boa parte de sua vida. Só queria saber de curtir, aproveitar a liberdade. Saia com várias mulheres, mas não havia sentimento. Como a maioria dos homens, ele só queria saber de sexo. Mas no fundo ele sabia que não era aquela vida que ele queria. Faltava alguma coisa. Ele sentia um vazio em seu coração, mas não sabia exatamente o que era. Era difícil ver Humberto sozinho, estava sempre acompanhado de lindas mulheres e de seus muitos amigos. Mas ainda sim ele se sentia muito solitário.

Noite de domingo, ele está voltando da casa de seus pais. Já em sua cidade, está esperando o ônibus, quando acontece algo que ele jamais poderia esperar. Ele tem uma visão do céu, um anjo esplendoroso que atrai sua atenção. Cada homem possui uma definição intima de mulher ideal, e ele a vê bem ali na sua frente. Ela olha pra ele. Ele sorri, sem jeito, sem graça. Mas que loucura, isso é um ponto de ônibus. Devo estar bancando o ridículo. Mas ela olha novamente, sorrindo, e cochicha algo com sua amiga.

Ela parece interessada. Não é possível. Logo aqui. O que eu faço. Ah, será que este é o ônibus dela? Preciso fazer alguma coisa. Não era o ônibus dela. Mas ele não podia ficar esperando que ela fosse embora sem fazer nada. Ele se arrependeria pelo resto da vida.

Tempo, lugar, hora, ambiente. Pode acontecer em qualquer lugar. Aquela faísca inexplicável, o brilho no olhar, as borboletas no estomago. Não importa se num ponto de ônibus ou na porta de um banheiro. Pessoalmente ou pela internet. Quando tem que acontecer, simplesmente acontece.

_ Oi. Tudo bem? Ele finalmente toma coragem para falar com ela.

Ela sorri e responde um pouco sem graça. – Oi! Tudo.

_ Bom, acho que não temos muito tempo, então… posso pegar seu telefone ou te passar o meu?

_ Claro! Anota o meu número.

Com um sorriso bobo no rosto ele ouve e anota o telefone. Já não consegue controlar seus pensamentos. Nem acredita no que está fazendo. Ela deve estar achando que sou louco. . Jéssica, que nome lindo, é a coisa mais linda que alguém pôde fazer.

_ Sabe… Ele tenta dizer, ainda meio atrapalhado com a situação inusitada.

_ Meu ônibus. Tenho que ir. Tchau!

Sem graça e claramente frustrado ele responde. – Tchau. Eu te ligo.

– Isso, liga sim. – Ela diz, enquanto entra no ônibus rindo com sua amiga.

Ele a segue com olhos, ainda incrédulo. Mas o que foi que acabou de acontecer? E lá se vai ela, rumo ao Novo Horizonte, tão perto, tão longe.

Fim da Parte 1

Anúncios
 
7 Comentários

Publicado por em abril 30, 2011 em CRÔNICAS E CONTOS, RELACIONAMENTO

 

Tags: , , , , , , , ,

7 Respostas para “A TEORIA DO AMOR, SUAS VARIAVEIS E SUAS VARIAÇÕES

  1. João

    março 29, 2008 at 10:37 am

    Penso que duvidar do amor não seja uma das melhores opções, mas sempre existe a decepção pra nos revoltar. Eu particularmente, já tive muitas e aprendi que o amor “romântico” pode até existir, mas é sempre efêmero. Acredito que o único amor consistente e eterno seja o amor materno, apesar de acontecimentos recentes provarem o contrário…
    De toda forma, vale acreditar…

     
  2. Beea

    março 29, 2008 at 12:40 pm

    Aiii, a gente tem falado tanto sobre esse assunto né! Mas eu acho que as coisas acontecem sem lógica mesmo! Sem hora nem lugar…. Pode ser hoje, amanha ou daqui a 5 anos! o lugar pode ser pelo orkut, na paulista rs, ou até na empresa que trabalha. Quando tem de acontecer, o amor acontece. isso é fato!
    rs

    adorei o texto…

     
  3. Beea

    março 29, 2008 at 12:41 pm

    há… escreve logo a continuação q to curiosa!!! rs

    adoruh!!!

    beijo

     
  4. Érika

    junho 30, 2008 at 10:00 am

    Eu vi um site interessante que creio que possa ajudar nesta discussão que me parece infértil.
    o site é de um pesquisador-cientista e psicólogo da Universidade de São paulo que reune muitos artigos e textos sobre tua dúvida: http://www.thiagodealmeida.com.br

     

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: