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Só uma vaga lembrança

Antes eu achava que era só impressão, mas pelo que eu tenho lido, pesquisas confirmar que a facilidade da internet, assim como a popularização dos smartphones, está deixando nossa memória mais preguiçosa. Quer dizer, antigamente nós realmente aprendíamos as coisas, ou pelo menos decorávamos. Hoje em dia, se eu não sei algo, se tenho alguma dúvida, eu não preciso mais aprender, pois tenho a resposta na palma da mão, basta digitar o que eu quero, aliás, basta falar o que eu quero saber e a resposta surge na tela do celular. Aí é só ler, usar para o que interessa e… descartar, porque se eu precisar novamente, sei que estará ali.

A cada dia que passa menos as pessoas tem se preocupado em conhecer sobre as coisas de forma mais profunda, um simples tweet com seus 140 caracteres, uma simples imagem compartilhada no Facebook, uma manchete publicada no Google Plus já é recebida como informação e, muitas vezes, assumida como verdade.

Antigamente armazenávamos as informações na nossa cabeça, hoje em dia temos os bookmarks e as wikis para cuidar disso e em caso de dúvida, basta perguntar à quem tudo sabe e tudo vê, o Google.

O pior (ou seria melhor?) de tudo é que isso não se restringe a conhecimentos gerais ou específicos. Nossa vida pessoal também tem sido atingida. Sabe aquele evento, aquela festa? Não?! Tudo bem, basta dar uma pesquisada nos Facebooks da vida. Não lembra onde esteve na última semana? Não tem problema, basta acessar seu histórico do Foursquare. Assim, cada compromisso, livros lidos, listas de desejos, tarefas do dia a dia, enfim, tudo em nossa vida parece estar ficando armazenado não mais em nossa mente, mas na nuvem, e a cada dia nossas principais memórias são as RAMs e ROMs, de resto, tudo não passa de uma vaga lembrança.

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Publicado por em fevereiro 27, 2014 em CRÔNICAS E CONTOS, TECNOLOGIA

 

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Politicamente Hipócrita

O mundo hoje está carente de graça, no sentido humorístico e desencanado da palavra. Parece que as coisas estão sendo levadas à sério demais, tudo está muito sério, sisudo, de forma que até para se fazer uma piada, inocente ou não, suja ou não, seja como for, tem que se tomar o devido cuidado, pois uma palavra qualquer pode ser o estopim para a fúria dos pseudo-tudo da vida, que vão apontar o dedo e dizer: “Isso é errado, é preconceito, é desrespeito”. Claro que deve-se sim tomar o devido cuidado, pois preconceito e desrespeito devem ser sim combatidos, porém na maioria das vezes, o problema não é nem um nem outro, mas sim a hipocrisia.

Certos tipos de piadas e brincadeiras existem desde os princípios da humanidade, ou pelo menos à partir do momento em que o homem percebeu que poderia fazer o outro rir comentando qualquer merda que lhe viesse a cabeça. O humor, as brincadeiras e piadas, falando do dia a dia, não no sentido profissional, sempre foram isso, comentários espontâneos sobre acontecimentos que nos cercam. Às vezes inocentes, geralmente com pitadas de sarcasmo e um pouco de maldade, mas não maldade no sentido de se querer o mal, mas todo mundo já fez alguma piada ou brincadeira do tipo, seja com o amigo gordinho, com a amiga de cabelo ruim, com o casalzinho do grupo , enfim, faz parte da vida. Mas hoje, no mundo globalizado e socialmente conectado, tudo se espalha na velocidade da luz, ou pelo menos na velocidade da conexão de cada um, ao ponto que críticos e mais críticos de tudo têm se espalhado como pragas, metendo o bedelho em tudo o que se fala ou se faz, com aquela aura de politicamente correto, ético e besteiras do tipo. Pra mim, tudo não passa de politicamente hipócrita, e esse tem sido um dos males dessa geração.

Assim, condenam e ridicularizam as pessoas pelo humor, ou falta de humor, pelos comentários que fazem, pelas opiniões que emitem, pela música que ouvem, pelo lugar onde moram, pelo que assistem, pelas roupas que compram, ou vendem, ou até se são ou não sustentáveis. É sempre assim, um critica qualquer coisa que seja nas redes sociais da vida, na que estiver em voga no momento, e logo várias Marias vão com ele, metendo o pau em coisas que não sabem, com ar de entendedores do assunto, destilando merda e veneno, sendo na maioria das vezes hipócritas.

Pra finalizar, quero dar um pequeno exemplo, de algo que tenho visto acontecer muito nos últimos dias. O tal do Big Brother Brasil, ou Big Brother qualquer coisa, já que o programa não é exclusivo do Brasil. Por pior que seja o programa, tem gente que gosta, muita gente, aliás, mas isso não significa que tais pessoas sejam idiotas, ignorantes, manipuladas e tantos quantos outros adjetivos que insistem usar para infamar que gosta do programa. Não que não existam aquelas pessoas que se enquadram nessas categorias e que também assistam, mas é incrível como tem gente que faz questão de apontar o dedo e generalizando tudo e todos, como se o simples fato de assistir um programa fosse o suficiente para formar uma personalidade. O engraçado é que essas mesmas pessoas que criticam o Big Brother são as mesmas que assistem as novelas que passam antes, ou até mesmo coisas piores.

Seria muito bom se as pessoas se preocupassem menos em fazer parte da modinha de criticar tudo e todos e fizessem, falassem e ouvissem mais as coisas com mais respeito, menos preconceito e até mesmo por simples diversão, pois certamente assim o mundo teria bem mais graça.

 
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Publicado por em fevereiro 25, 2014 em CRÍTICAS

 

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Kindle x Kobo Touch

Dezembro de 2012 pode ser considerado o mês do ebook no Brasil. O mercado, que andava meio tímido por aqui, sofreu um aporte de peso com três das maiores empresas do mundo entrando de vez no jogo de livros digitais no Brasil, a Amazon, a Google e a Kobo. Isso sem contar que já temos disponível há algumas semanas também a iBookstore, da Apple.

E se temos livros digitais, precisamos de leitores de livros digitais. E aí duas empresas ganham destaque no Brasil, Kobo, que já está comercializando oficialmente no Brasil, através da Livraria Cultura, a versão Touch de seu leitor eletrônico, e a Amazon, com seu Kindle, que começou a ser vendido recentemente na internet e em algumas lojas físicas, sendo até então o leitor mais popular, e mais fácil de se comprar, por aqui, mesmo antes de seu lançamento oficial. Claro que também já existiam por aqui leitores da Positivo e da Gato Sabido, porém são tão caros e deficientes frente aos novos concorrentes, que nem vem ao caso comentar (nunca vou me esquecer do dia que fui todo ansioso ver um Positivo Alpha, na própria Livraria Cultura, e o quanto me decepcionei com o que vi. Quase me desiludi com essa coisa de leitura digital, até que o Kindle surgiu em minha vida para me salvar).

Antes que alguém venha dizer que me esqueci de considerar os tablets, quero deixar claro que tablets e eReaders são coisas diferentes, são categorias de produtos totalmente distintas. A própria Amazon e Kobo entendem isso, tanto que ambas possuem também tablets entre seu portfólio de produtos, mas mantêm os eReaders como prioridade entre os produtos eletrônicos.

Um eReader é um aparelho dedicado, exclusivo para a leitura de livros e conteúdos digitais. Possue tela monocromática, é extremamente leve, pequeno, e tem seu design desenvolvido pensando no conforto. O maior diferencial de um eReader é a tecnologia eInk, conhecida como o papel eletrônico, ou tinta eletrônica. Tal tecnologia proporciona algo que nenhum tablet é capaz, a perfeita sensação de estar lendo uma página de papel de verdade. Até pouco tempo atrás, outro diferencial era a falta de brilho da tela, o que impossibilitava seu uso no escuro, que é exatamente o que acontece com um livro convencional de papel, porém tanto a Kobo quanto a Amazon resolveram dar um passo a frente nesse quesito, apresentando recentemente seus novos eReader com uma nova tecnologia de iluminação das telas eInk, a Kobo com seu Kobo Glo e a Amazon com seu Kindle PaperWhite.

Mas o foco deste texto é fazer uma singela comparação entre o Kindle tradicional, conhecida como versão 4, que é a versão lançada no Brasil, de acordo com o site da Amazon no Brasil, e o Kobo Touch, versão atualmente disponível na Livraria Cultura. Meu objetivo é realizar uma comparação simples, com base na minha experiência com esses dois dispositivos, para que seja possível entender o que eles possuem de semelhanças, diferenças, seus pontos positivos e negativos, de forma a ajudar quem está pensando em comprar um aparelho do tipo, a escolher o melhor para seu perfil. Em momento algum tenho como objetivo estabelecer qual é o melhor ou o pior, pois entendo que no que diz respeito a certas tecnologias, o que pode ser melhor para mim, não necessariamente seja o melhor para todos, e assim caminha a humanidade.

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Design 

Eu considero design uma questão meio subjetiva, pois leva muito em consideração o gosto pessoal de cada um. No meu caso, acho o design e acabamento do Kindle melhor, que passa uma aparência de equipamento mais resistente, porém, isso é apenas aparência mesmo, pois o Kobo é tão resistente quanto o Kindle. Acredito que a variedade de cores do Kobo também possa contar como vantagem para alguns.

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O Kobo, por ser Touch, tem ainda um visual mais simplista, possuindo apenas um botão na frente, que fica abaixo da tela, enquanto o Kindle possui cinco botões no mesmo lugar. Ainda em minha opinião, os botões do Kindle, além de facilitar seu uso, conforme falarei adiante, conferem uma melhor aparência ao produto.

Ambos possuem um botão para ligar/desligar ou acionar a tela de descanso. No Kindle tal botão está localizado na parte inferior, ao lado da entrada microUSB, enquanto no Kobo o botão fica na parte de cima do aparelho.

Além disso, o Kindle possue ainda botões laterais para virar as páginas, o que não existe no Kobo, onde as páginas são viradas ao tocar na tela.

 

Tela

Tanto o Kobo Touch quanto o Kindle possuem tela de seis polegadas, embora quando colocados lado a lado pareça que a tela do Kindle é maior. A tela de ambos utiliza a tecnologia eInk e não são coloridas, o que faz com que tais leitores não sejam uma boa opção para a leitura de livros com ilustrações coloridas, livros fotográficos, revistas e HQs coloridas.

Por outro lado, a leitura de livros comuns é uma experiência maravilhosa, tanto em um quanto em outro. Não há muitas diferencias neste caso, a não ser a questão do touch.

O touch do Kobo facilita muito na hora de se digitar, porém para virar páginas, acessar funções e menus, os botões do Kindle facilitam muito mais, principalmente para o uso com uma mão só. Ainda sobre o touch, não espere uma resposta tão boa quanto a dos tablets, sendo difícil seu uso em funções como a seleção de textos ou acionamento de funções e menus. Às vezes é necessário forçar demais a tela, gerando um esforço desnecessário.

 

Peso e Dimensões 

Não há grande diferença de peso e dimensões entre o Kindle e o Kobo Touch, sendo que ambos são extremamente leves e pequenos, proporcionando muito conforto durante o uso. Como são mais leves e menores que a maioria dos livros de papel, é difícil se sentir cansado ou desconfortável durante a leitura. Além disso, cabem facilmente em qualquer bolsa ou mochila, e podem ser levado até mesmo em alguns bolsos. Eu mesmo, geralmente carrego o Kindle no bolso da calça, mesmo com capa.

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O Kindle pesa 170g, sendo pouca coisa mais leve que o Kobo Touch, que pesa 185g, uma diferença tão pequena que quase não se nota na prática. Quanto às dimensões, o Kindle tem 16,5 cm x 11,4 cm, sendo do mesmo tamanho que o Kobo Touch, porém o Kindle é mais fino, com 0,8 cm de espessura, contra 1 cm do Kobo.

 

Capacidade de Armazenamento 

Neste ponto, temos uma espécie de empate técnico, mas com uma vantagem do Kobo. Tanto um quanto o outro possuem 2GB de memória interna, espaço suficiente para armazenar mais de 1.000, o que é mais do que suficiente para a grande maioria dos leitores. Mas então, qual a vantagem do Kobo? Ele possue slot para microSD, sendo possível expandir o espaço para 32GB, o que corresponde ao armazenamento de aproximadamente 30.000 livros.

Para quem vai usar o eReader apenas para a leitura de livros nos formatos EPUB ou MOBI, é mais do que suficiente, porém, alguns arquivos em formato PDF e, principalmente, arquivos de quadrinhos, formatos CBR/CBZ, podem ser extremamente grandes. Neste caso, um espaço extra para armazenamento certamente será muito bem vindo.

 

Conectividade

Tanto o Kindle quanto o Kobo Touch comercializados no Brasil possuem apenas conexão Wi-Fi. No exterior, até existe um modelo 3G do Kindle, porém, isso não chega a ser uma deficiência tão grande por aqui, já que o principal uso da conexão à Internet costuma ser para a sincronização da biblioteca e compra de livros, sendo possível realizar tais tarefas em qualquer ponto Wi-Fi.

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Além da conexão à Internet, ambos possuem também um conector microUSB, para conexão com o computador e carga da bateria.

 

Loja Própria 

Os dois aparelhos possuem suas lojas próprias, o que possibilita a comprar de livros diretamente do eReader. O Kindle tem a Kindle Store, da Amazon, enquanto o Kobo tem no Brasil acesso ao acervo da Livraria Cultura.

A navegação na loja do Kindle é muito mais fácil, prática e intuitiva, enquanto navegar na loja do Kobo se mostrou uma coisa bem lenta e cansativa. No Kindle eu consigo buscar, acessar o conteúdo e comprar um livro rapidamente, enquanto no Kobo eu acabo dando preferência por comprar por um computador e sincronizar com o dispositivo posteriormente.

No exterior, tanto as lojas do Kobo quanto do Kindle são cheio de ofertas de livros grátis ou com ótimos descontos, mas isso, infelizmente, ainda não é realidade no Brasil. O jeito é esperar que com o tempo possamos contar com essas vantagens por aqui também.

O acervo de ambas as lojas ainda é bem tímido, se comparado às lojas internacionais, porém é muito mais fácil encontrar bons títulos em português, principalmente os mais recentes, nas lojas nacionais. Acredito que o aumento do acervo seja apenas uma questão de tempo, lembrando que toda essa “revolução digital” é bem recente no Brasil.

Agora, um assunto polêmico, os mamilos da era digital dos livros no Brasil, os preços. Alguns dizem que os preços estão absurdos, comparando-os aos preços praticados nas livrarias digitais de outros países, ou mesmo com descontos oferecidos lá fora. Mas será que a diferença é assim tão grande, principalmente se compararmos edições em português? Não vou nem entrar no mérito da produção, se é mais cara em formato de papel ou digital, mas apenas quero mostrar algumas comparações dos preços praticados pelas lojas nacional e internacionais, tanto da Kobo quanto da Amazon.

  • Cinquenta Tons de Cinza

Amazon.com               US$ 10,74       R$ 22,29 (cotação de 21/12/2012)

Amazon.com.br                                  R$ 22,41

KoboBooks.com                                 R$ 22,41

Livraria Cultura                                   R$ 24,90

  • A Guerra dos Tronos – As Crônicas de Gelo

Amazon.com               US$ 12,61       R$ 26,23

Amazon.com.br                                  R$ 26,30

KoboBooks.com                                 R$ 27,97

Livraria Cultura                                   R$ 32,90

  • A Sombra da Serpente

Amazon.com              US$ 10,74       R$ 22,34

Amazon.com.br                                 R$ 22,41

KoboBooks.com                                R$ 22,41

Livraria Cultura                                  R$ 24,90

  • Assassins` Creed: Renascença

Amazon.com (inglês)    US$ 7,52        R$ 15,63

Amazon.com.br                                 R$ 21,85

KoboBooks.com                                R$ 23,00

Livraria Cultura                                  R$ 23,00

O que foi possível verificar nessa pesquisa que eu fiz, é que entre as versões em português praticamente não existe diferença de preço. Só há alguma diferença mesmo quando comparamos com a edição em inglês, como por exemplo a versão em inglês do Assassin`s Creed, que citei por último na lista.

 

Transferência de livros e compatibilidade 

Com a limitação do catálogo de livros no Brasil, e uma possível concorrência entre lojas, principalmente agora com várias opções á disposição, não faz muito sentido ficar preso à uma única loja. Infelizmente a Amazon não pensa assim, e criou um sistema fechado para o Kindle, que lê apenas arquivos no formato AZW (formato dos ebooks vendidos na Kindle Store), além de PDF e MOBI. Pode até parece uma desvantagem para o Kindle, já que a maioria dos livros digitais hoje em dia utilizam o formato EPUB, e na verdade realmente é.

Mas nem tudo está perdido, pois mesmo com essa restrição, é possível adicionar e ler qualquer livro no Kindle, bastando apenas fazer a conversão, via alguma software, como o Calibre, por exemplo. Através do Calibre, inclusive, é possível converter para MOBI e já enviar o livro por email para o Kindle. Não é nada difícil e geralmente é muito rápido. Caso o arquivo possua DRM, é necessário antes quebrar o bloqueio, o que também é simples, fácil e rápido. Em uma pesquisa rápida no Google é fácil encontrar um aplicativo que faz isso.

Já o Kobo tem a vantagem de suportar diversos formatos de arquivo, como MOBI, EPUB, PDF, TXT, CBR e CBZ, estes dois últimos tradicionais formatos de HQs. Porém, na prática, essa vantagem só vale mesmo pela leitura nativa de EPUB, pois ao tentar ler outros formatos de livros, a experiência deixa muito a desejar, mas muito mesmo. Mesmo a leitura de HQs pode não ser uma boa, primeiro pelo tamanho da tela (eu já não gosto de ler em tablets de 7”, quanto mais numa tela de 6”) e segundo pela falta de cores, já que boa parte dos títulos atualmente são coloridos. Curiosamente, até a leitura de arquivos em PDF é melhor no Kindle do que no Kobo, porém, o recomendado mesmo é utilizar algum software e converter esses tipos de arquivos para EPUB (Kobo) ou MOBI (Kindle).

Já quanto a transferência de arquivos para os dispositivos, minha experiência inicial com o Kindle foi muito mais fácil do que com o Kobo. No Kindle, existe até mesmo a possibilidade, mais utilizada por mim geralmente, de enviar arquivos via email. Dizem que existe esta possibilidade no Kobo também, mas até agora eu não consegui.

Transferir arquivos para o Kobo, na teoria, é relativamente simples. Basta conectar o cabo USB no computador e copiar os arquivos para o dispositivo, que vai aparecer como se fosse um HD Externo ou Pen-Drive. Porém, na primeira vez, depois de fazer isso, despluguei o cabo e… nada. Refiz todo o processo, e na terceira vez, depois de desligar o dispositivo, é que minha biblioteca atualizou e mostrou os livros adicionados. Na segunda vez foi mais fácil, bastou desconectar o cabo e esperar a sincronização da biblioteca. Mas pelo que andei pesquisando, desligar o Kobo para que essa sincronização aconteça às vezes pode ser mesmo necessário, o que acaba sendo um pequeno inconveniente. Uma dica importante: Nunca desconecte o Kobo do computador sem antes Ejetar o dispositivo.

 

Interconectividade

Tanto o Kobo quanto o Kindle possuem aplicativos para tablets e smartphones, mas o mais bacana desses aplicativos é a interconectividade entre eles e os dispositivos. Por exemplo, posso começar a ler um livro no Kindle, e quando eu pegar meu tablet Android, ao abrir o aplicativo Kindle, eu terei o livro sincronizado, com minhas anotações, marcações e, o mais legal, na página em que parei no dispositivo.

Funções Extras

O Kobo e o Kindle possuem várias funções extras, desde àquelas relacionadas à experiência de leitura, como aumentar ou diminuir o tamanho das letras, consulta ao dicionário, marcação de páginas, anotações etc. Porém, o Kobo oferece mais opções, por outro lado, acionar tais funções no Kindle é muito mais fácil. No touch do Kobo, geralmente é preciso utilizar uma certa força, e nem sempre o comando é reconhecido de imediato.

Outra função extra disponível tanto no Kobo quanto no Kindle é um navegador web, que serve mais para emergências e consultas rápidas, pois não oferece uma experiência de uso muito agradável, mas essa experiência acaba sendo bem pior no Kobo.

O Kobo ainda apresenta como conteúdo extra alguns joguinhos, que pra mim, sinceramente, não acrescenta em nada e não faz diferença nenhuma.

Bateria 

Uma vantagem do livro de papel: não é preciso se preocupar com a bateria. E quando se fala em bateria, geralmente pensamos em smartphones, notebooks e tablets atuais, que possuem baterias que duram no máximo alguns dias (isso no caso de tablets, baterias de smartphones e notebooks geralmente não passam de um dia).

Felizmente a realidade no caso dos eReader é outra, e bem melhor. O Kobo promete uma duração de bateria de mais de um mês, e sou forçado a acreditar, já que a bateria do meu Kindle já durou quase três meses. O segredo? Basta ativar o wi-fi somente quando necessário, e deixa-lo em modo avião no restante do tempo.

Nem o Kobo nem o Kindle vêm com adaptador para ligar na tomada. Mas carregar a bateria é simples e geralmente rápido (algumas horas, o que é rápido, considerando a duração de semanas). Basta conecta-los, via cabo USB, no computador e pronto. Porém, uma boa notícia para quem possue dispositivos da Apple, com adaptador de tomada USB, é possível conectar o cabo USB, tanto do Kindle quanto do Kobo, nesse adaptador. E pra quem tem algum smartphone Android (e outros modelos de celulares) é mais fácil ainda, pois o conector microUSB é o mesmo desses dispositivos. Eu mesmo, geralmente uso uma dock do Android para carregar o Kindle. Fácil, prático e bem mais rápido do que via computador.

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Disponibilidade e preço 

Bom, tanto o Kindle quanto o Kobo já estão á venda no Brasil, e depois dessa singela comparação de vários atributos, só nos resta avaliar mais uma coisa, preço.

O Kobo está sendo vendido pela Livraria Cultura por R$ 399,00, enquanto o Kindle está sendo vendido em algumas lojas físicas da Livraria da Vila e online, no site do Ponto Frio.

Espero que essas informações sejam úteis para esclarecer algumas dúvidas em relação aos pontos positivos e “negativos” dos dois principais eReaders que chegaram ao Brasil para alavancar o mercado de livros digitais.

 
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Publicado por em dezembro 23, 2012 em CULTURA E LAZER, TECNOLOGIA

 

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Vida alternativa

Texto vencedor  do Concurso Texto FENAE 2012 –  Tema: Mulheres Vencedoras

Por YRCamargo

 

Segunda-feira, ressaca do fim de semana. Fecho os olhos com força tentando ignorar a luz do sol que entra pela janela. Flashes do fim de semana passam por minha cabeça, vejo tudo o que ficou e o que se foi, aquilo que agora é apenas pensamento. Com um sorriso bobo nos lábios resolvo levantar e encarar mais um dia.

Meu nível de chocolátria está abaixo do normal, então tão logo estou de pé já me atiro à minha barra de chocolate de cabeceira. Não descansei o suficiente à noite, então ainda estou com sono, cansada, sem fome e com saudades. Sinto saudades de nossos risos e sorrisos, saudades das loucuras que cometemos, dos momentos, das bobagens, da alegria e da vida simples e sem problemas que vivo quando estou ao lado dele. Quando estamos juntos me sinto literalmente nas nuvens, acima de tudo e de todos.

Esqueço-me da chefe mal caráter, das colegas falsas e dos clientes ignorantes. Não há cobranças nem dívidas a pagar. Quando estamos juntos é como se contos de fadas existissem e eu vivesse num mundo encantado. Já sinto saudades das horas que passam sem parecer passar, pois quando estamos juntos o tempo não existe. Já sinto falta da felicidade, do que é ser especial, de um ser especial que surgiu a poucos dias em minha vida, mas espero que fique se não pra sempre, pelo menos por um bom tempo, tempo que aproveitarei para ser mais feliz.

Ainda tenho um tempo antes de sair para meu martírio diário, que reluto chamar de trabalho. Aproveito para organizar a vida de verdade, tomar decisões, analisar o rombo do final de semana, afinal, são ingressos, maquiagens, restaurantes, alegria, transporte, roupas, tudo quanto pode parecer não ter preço, mas tudo com seu custo.

Felizmente há semanas meus balanços dos fins de semana sempre são positivos, custe o que custar. Cada vez mais sinto que há esperança para minha vida. A cada nova emoção, cada nova sensação, a cada novo lugar que conheço, coisas novas que descubro e as surpresas que jamais poderia esperar. Cada fim de semana melhor que o anterior, mas pior que o posterior.

As dores, o sono, o cansaço, tudo é transpassado pelo saber que valeu a pena cada segundo, cada instante e cada minuto. Cada olhar trocado, por segundos ou por horas, cada hora não dormida, não descansada e não comida. Toda dor e mal estar não demonstrados, tudo o que superei e suportei. Agora me reavivei e vivo da esperança de que tudo não se acabe.

E é neste momento que todo sonho vira pesadelo, quando a expressão dos sentimentos e o medo de errar se somam num turbilhão de receios e maus pressentimentos. A vida que escolhi seguir impede que eu possa ser feliz com a vida que desejo seguir. Por mais que eu ache que as coisas poderiam dar certo, poderiam ser melhor, é como se despertasse de um sonho e me encontrasse no meio de um pesadelo real. Como eu queria que tudo fosse diferente agora.

Se ao menos eu tivesse a força e a coragem que preciso para desistir dessa minha vida alternativa. Mas coragem sempre me faltou e por isso escolhi o caminho mais fácil, embora possa parecer mais duro para muita gente. Então só me resta ter esperança de que meu príncipe me aceite como eu sou. Príncipe, acho que posso chamá-lo assim, porque é o que espero, um príncipe que venha me resgatar desta vida de imundícia que levo, que me aceite como eu sou e me dê a força e a coragem que preciso para me livrar dos meus erros do passado e do presente.

Saio então para trabalhar e sem perceber já estou sonhando novamente. Sonho com a aceitação, com a felicidade e com minha liberdade verdadeira. Fecho os olhos e me preparo para encarar mais um dia, tendo que viver na profissão que escolhi, porque é só o que me resta, já que minha família, amigos e agora meu amor, ninguém sabe o que realmente eu sou. Infelizmente ninguém aceitaria a vida que eu levo, pois pra falar a verdade, nem eu mesma consigo aceitar. Minha profissão? Garota de programa.

 
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Publicado por em junho 19, 2012 em CRÔNICAS E CONTOS

 

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Concurso Texto FENAE 2012

Meu texto “Vida Alternativa” ganhou o 1º prêmio no Concurso Texto FENAE 2012 – Tema: Mulheres Vencedoras. A FENAE é uma federação das associações que reúnem empregados da Caixa do Brasil inteiro. Para ler o texto premiado, publicado no hot-site do concurso, clique aqui. Em breve publicarei o texto aqui no blog também.

Esta é a segunda vez que ganho o concurso da FENAE, e a terceira vez que ganho um concurso de texto/crônica, levando em consideração o concurso Gente de Talento da Caixa, onde meu texto foi um dos vencedores e foi publicado no livro Gente de Talento 2007, com outros contos, poesias e fotos vencedoras do concurso.

Pra quem tiver interesse, seguem os meus outros textos vencedores.

Burrocratização do Namoro – Gente de Talento 2007 

Ainda tem Salvação? – 1º Prêmio no Concurso Crônica FENAE 2008

 
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Publicado por em junho 18, 2012 em CRÔNICAS E CONTOS

 

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Instagram e as Relíquias da Vida ou, porque ainda não consegui usar o Instagram

Não é por resistência que não estou usando Instagram para publicar fotos, mas ainda não decidi que parte da minha vida essa rede social vai receber. Quer dizer, uma das coisas que fiz no último mês foi dar uma organizada na minha vida social virtual, ou pelo menos tentar. Dessa forma, hoje minhas redes sociais são verdadeiras horcrux, cada uma contendo uma parte de mim.

Eu já tinha começado a separar minhas redes sociais por tipo de uso há alguns meses, mas agora, pra mim, isso está mais definido. Por exemplo, no Twitter compartilho e interajo com ou sobre coisas que me interessam, das quais gosto, de uma forma mais superficial. Já no Facebook permito que as pessoas que ali estão, na grande maioria amigos e parentes, me conheçam melhor, de uma forma um pouco mais pessoal, um pouco mais profunda, mas não íntima, não tão profunda.

Outras partes da minha vida estão espalhadas em outras redes sociais, como Foursquare, GetGlue, Google+, Heyzap, LinkedIn, Untappd e até Orkut. Em cada uma, as pessoas que me seguem podem ver uma parte do que sou revelada, mas ainda que alguém me siga em todas essas redes, não será o suficiente para dizer que me conhece totalmente, muito menos intimamente. Isso é algo que reservo para poucas pessoas, minha família, alguns amigos, que mais do que pessoas que escolheram me seguir e acompanhar minha de alguma forma, são pessoas que eu escolhi para me revelar por inteiro.

Voltando ao Instagram, não consegui usá-lo até agora justamente por isso, ainda não parei para pensar que parte da minha vida vou revelar ali. Minha vida pessoal, fotos da minha família, ou apenas de coisas que eu gosto, lugares que freqüento? Enfim, Instagram pra mim não tem graça enquanto aplicativo de edição de imagens, não ligo para seus filtros, até porque existem aplicativos melhores nesse sentido, sendo assim, só é válido mesmo pela rede social, pela interatividade. Só preciso saber exatamente como pretendo interagir e como vou permitir que interajam comigo.

 
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Publicado por em abril 12, 2012 em TECNOLOGIA

 

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Instagram for Android

Atenção fanboys do Android e companhia, podem parar de chorar. Instagram finalmente foi lançado oficialmente para o sistema do Google.

CORRAO, façam o download, pra quem gosta de fotografia, esse aplicativo vale a pena.

Só uma coisa pra terminar, não sejam ridículos de achar que agora o Instagram chegou ao Android o serviço vai ser orkutizado. Claro que quem usava o Instagram para ostentar que tem iPhone simplesmente por compartilhar imagens do serviço não vai mais poder fazer isso, o que eu acho ótimo, mas dizer que a qualidade do serviço será afetada mostra o quão infantil é a mentalidade de certos fanboys.

 
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Publicado por em abril 4, 2012 em Android, TECNOLOGIA