Um texto de Y. Camargo
Leia os Capítulos Anteriores: Parte 1; Parte 2; Parte 3; Parte 4
Sem esperar, sem reação, com a magoa inundando seu ser e com coração na mão, Humberto ouve Jéssica proferir palavras que marcariam sua vida.

Tudo bem, então suma da minha frente. Está tudo acabado!
_ Isso é típico de vocês homens covardes. Tentam esconder as coisas até o último momento, e quando não agüentam mais, fogem. Acham que é mais fácil se acovardar e terminar. Tudo bem, então suma da minha frente. Está tudo acabado!
Parte 5: O Amor
a.mor
sm (lat amore) 1 Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso. 2 Grande afeição de uma a outra pessoa de sexo contrário. 3 Afeição, grande amizade, ligação espiritual. 4 Objeto dessa afeição. 5 Benevolência, carinho, simpatia. 6 Tendência ou instinto que aproxima os animais para a reprodução. 7 Desejo sexual. 8 Ambição, cobiça: Amor do ganho. 9 Culto, veneração: Amor à legalidade, ao trabalho. 10 Caridade. 11 Coisa ou pessoa bonita, preciosa, bem apresentada. 12 Filos Tendência da alma para se apegar aos objetos. Antôn: aversão, ódio. sm pl 1 Namoro. 2 O objeto amado. 3 O tempo em que se ama. 4 Relações ilícitas, comércio amoroso. 5 Mit Divindades subordinadas a Vênus e Cupido. A. lésbico: o mesmo que safismo. A. livre: relações sexuais ou coabitação sem casamento legal. A. platônico: relação estreita entre duas pessoas de sexo oposto, sem realização de atos sexuais. Ser do amor, gír: só quer saber de prazeres sensuais.
O amor! Inexplicável, enigmático, incompreensível, misterioso, espantoso, incrível. Não há teoria que seja capaz de explicar o amor. É impossível descrevê-lo. Mas é possível que alguém seja capaz de saber o que é amar? Sim, aquele que ama de verdade, este conhece o verdadeiro amor. Mas mesmo quem ama, ama do seu jeito. Amor não é uma ciência exata, é humana. Amor é subjetivo e pessoal. Cada um sente e ama do seu jeito, a sua maneira. Não há fórmulas, modelos ou moldes. Muitos discutem e tentam explicar o amor. Músicas cantam o amor, poesias proclamam o amor, contos, textos, redações, crônicas declaram o amor. Psicólogos e filósofos debatem o amor. Todos falam de amor. E muitos não acreditam no amor, em suas formas, tipos, variáveis e variações.
Assim era Humberto há pouco mais de dois anos atrás, desacreditado de qualquer forma de amor verdadeiro e sincero. Mas tudo mudou quando o amor surgiu em sua vida, de repente, sem avisar. E é assim que geralmente acontece, quando não esperamos, quando não procuramos. É quase sem querer, e pode acontecer em qualquer lugar, seja num ponto de ônibus, seja na Avenida Paulista, o amor pode nos encontrar, e ai não tem como escapar.

Diante do espelho ela contempla seus desejos para o futuro, seus desejos do passado, seu desejo do presente.
Jéssica não consegue segurar o choro. Diante do espelho ela contempla seus desejos para o futuro, seus desejos do passado, seu desejo do presente. Como tudo teria sido diferente se não tivesse conhecido e se apaixonado por Humberto. Sua vida teria sido melhor, pior, igual… nunca! Eles se conheceram de forma inusitada, e quem poderia dizer que ficariam juntos? Quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração? Mas eles se apaixonaram, viveram uma linda história, atraído um pelo outro. Desejavam-se. Amavam-se.
Encontrar a “cara-metade” significa ver o que os dois têm em comum a longo prazo e fazer isso antes de a cegueira natural causada pelos hormônios operar. Humberto era exatamente o que Jéssica queria, e Jéssica era o que Humberto procurava há tanto tempo sem sucesso. Antes ele buscava a mulher “ideal” com base na testosterona, mas foi seu coração que encontrou tudo o que ele precisava em Jéssica. Mas seria o suficiente?
Nunca é possível saber, pois o amor é incerto. Podem dizer o que quiser, mas o amor é instável, é dúbio, difícil, indefinível, a sua maneira, imortal. Mas amor, por si só, não permanece. Não vive, não dura, não continua. É preciso querer amar, querer continuar, querer fazer dar certo. É preciso abrir mão de certas coisas, ceder, mudar perspectivas e características. Mas não por força nem por violência… mas sim por vontade própria e desejo de amar. E quanto isso não acontece, quando uma das partes rompe com este desejo de mudar para que nada mude, o amor esfria, vai sumindo, até que chegue o fim… belo, incerto… depende de como você vê…
O tempo ensinou à Jéssica e Humberto as alegrias e tristezas da vida a dois. Eles aprenderam que mesmo um relacionamento feliz tem altos e baixos, e foram provados em todo o amor que diziam sentir um pelo outro. Até que discussões tolas, falta de confiança, impaciência e falta de força para mudar os fizeram repensar este relacionamento. Foi quando então, terminaram. O fim de uma linda história de amor.
O amor é estranho. É engraçado. É triste. Passaram por tantas coisas juntos, e hoje, um ano depois destes acontecimentos, Jéssica e Humberto estão cada um em seu lugar. Humberto, parado ao lado de seu melhor amigo, não sabe mais o que pensar, nem o que fazer. Ele já tinha vivido aquilo uma vez, mas agora parecia tudo tão diferente, tão especial. E pela primeira vez na vida ele sabia o que queria e o que desejava para sua vida e seu futuro. Ele a queria, Jéssica, e naquele momento nada mais importava a não ser o desejo de estar com ela, desta vez, para sempre. Humberto tinha certeza naquele momento do que queria. Sabia que amava Jéssica e faria de tudo para continuar amando, e para ficar ao lado dela.
Jéssica, que finalmente conseguiu parar de chorar, dá uma última olhada no espelho, sem acreditar no que vê. Ela desce do carro decidida a fazer sua vida valer a pena. Para diante da porta. Imagina Humberto lá dentro. O que ele estará pensando? O que ele estará fazendo? Será que ele vai gostar? Como vai se sentir quando me ver? As portas se abrem. Humberto contempla maravilhado a visão do paraíso, de seu paraíso. O choro de Jéssica se transforma agora no sorriso mais lindo de sua vida. Ela dá o primeiro passo, o primeiro passo rumo a uma nova vida, em direção à sua felicidade. Humberto, emocionado, tem vontade de chorar. Ele está diante da noiva mais linda que já viu em toda a sua vida. Ele está diante de sua noiva. Todos os erros do passado, tudo o que viveram, o que passaram, os fizeram ter certeza do que queriam. Eles reconheceram o amor que sentiam um pelo outro e, loucos por este amor, assumiram seu desejo de viver juntos para sempre.

O amor é loucura, é a razão do fim de qualquer razão, que nos permite enxergar coisas que sóbrios nunca enxergaríamos. É o que nos faz chegar às vezes a certeza de que vale a pena amar… e porque não… até sempre?!




Por um momento pensei que eles estavam terminando, foi incrível como você fez a reviravolta no post.
O Amor… ahhh o amor!
Era pra chorar? caramba! parabéns pelo texto, pelo blog… Precisamos de promessas assim!
esqueci,
linkei vc… tdbem?
é lindo… foi o final perfeito…
e em partes, me identifico tanto com esse texto! =)
eu te amo… mo bem!
O amor não faz loucuras, mais é paciente, não suspeita mau, não se arde em ciúmes, simplesmente confia do contrário não pode ser amor.