Um texto de Y. Camargo
Parte 1: Como nasce o amor?
O amor é real? O amor existe? O que realmente é amor? O dicionário Michaelis define amor da seguinte forma:
sm (lat amore) 1 Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso. 2 Grande afeição de uma a outra pessoa de sexo contrário. 3 Afeição, grande amizade, ligação espiritual. 4 Objeto dessa afeição. 5 Benevolência, carinho, simpatia. 6 Tendência ou instinto que aproxima os animais para a reprodução. 7 Desejo sexual. 8 Ambição, cobiça. 9 Culto, veneração. 10 Caridade. 11 Coisa ou pessoa bonita, preciosa, bem apresentada. 12 Tendência da alma para se apegar aos objetos. 13 Namoro. 2 O objeto amado. 3 O tempo em que se ama.
Na minha humilde opinião, amor seria pouco e muito de tudo isso. Há amores e amores. Tipos e fases de amor e do amar. Eu por exemplo, amo minha família. É um amor incondicional, grande, uma ligação de sangue. Mas há ainda a família que escolhi. Meus amigos e amigas. Também os amo de forma muito especial, afinal, eu os escolhi para amar.
Mas e quanto ao tal discutido amor romântico? O amor de um homem por uma mulher. A grande afeição de uma a outra pessoa de sexo contrário.
Humberto sempre questionou a existência do amor. Ele já sofreu tanto por causa de seus sentimentos enganosos. Amor não existe, dizia ele. Tem se tornado normal ouvir isso hoje em dia. Eu mesmo já disse algumas vezes, em momentos de intensa decepção. Até que compreendi um pouco melhor o que poderia ser o amor. Acho difícil ter certeza, até porque uma das coisas que percebi é que a forma do amor varia de pessoa para pessoa.
Humberto acabara de sair de um casamento decepcionante, onde ele se viu perdendo boa parte de sua vida. Só queria saber de curtir, aproveitar a liberdade. Saia com várias mulheres, mas não havia sentimento. Como a maioria dos homens, ele só queria saber de sexo. Mas no fundo ele sabia que não era aquela vida que ele queria. Faltava alguma coisa. Ele sentia um vazio em seu coração, mas não sabia exatamente o que era. Era difícil ver Humberto sozinho, estava sempre acompanhado de lindas mulheres e de seus muitos amigos. Mas ainda sim ele se sentia muito solitário.
Numa fase pré-amor, acredito ser importante reconhecer o que o amor não é a solidão quem faz. Confundir isso cria apenas ilusão. Mas como explicar então o que produziria o amor?
Humberto está voltando da casa de seus pais. Já em sua cidade, está esperando o ônibus para sua casa. E é então que acontece algo que ele não esperava. Ele vê a visão do seu, um anjo esplendoroso que atrai sua atenção. Cada homem possui uma definição intima de mulher ideal, e ele a vê bem ali na sua frente. Ele olha pra ele. Ele sorri, sem jeito, sem graça. Mas que loucura, isso é um ponto de ônibus. Devo estar bancando o ridículo. Mas ela olha novamente, sorrindo, e cochicha algo com sua amiga. O nome dela é Jéssica, é a coisa mais linda que Deus pode fazer.
Ela parece interessada. Não é possível. Logo aqui. O que eu faço. Ah, será que este é o
ônibus dela? Preciso fazer alguma coisa. Não era o ônibus dela. Mas ele não podia ficar esperando que ela fosse embora sem fazer nada. Ele se arrependeria pelo resto da vida.
Tempo, lugar, hora, ambiente. Pode acontecer em qualquer lugar. Aquela faísca inexplicável, o brilho no olhar, as borboletas no estomago. Não importa se num ponto de ônibus ou na porta de um banheiro. Pessoalmente, pela internet. Mas quando tem que acontecer, simplesmente acontece.
_ Oi. Tudo bem? Ele finalmente toma coragem.
_ Hihi… Oi! Tudo. Ela sorri, e responde meio sem graça.
_ Bom… acho que não temos muito tempo, então… posso pegar seu telefone ou te passar o meu?
_ Claro! Anota o meu.
Ele ouve e anota o telefone. Já não consegue controlar seus pensamentos. Nem acredita no que está fazendo. Ela deve estar achando que sou louco.
_ Sabe…
_ Meu ônibus. Tenho que ir. Tchau!
_ Eh… tchau. Eu te ligo.
_ Tá… liga sim… hihi…
Os olhos dele a seguem enquanto ela sobe no ônibus. Mas o que foi que acabou de acontecer? E lá se vai ela, rumo ao Novo Horizonte, tão perto, tão longe.
Fim da Parte 1




Penso que duvidar do amor não seja uma das melhores opções, mas sempre existe a decepção pra nos revoltar. Eu particularmente, já tive muitas e aprendi que o amor “romântico” pode até existir, mas é sempre efêmero. Acredito que o único amor consistente e eterno seja o amor materno, apesar de acontecimentos recentes provarem o contrário…
De toda forma, vale acreditar…
Aiii, a gente tem falado tanto sobre esse assunto né! Mas eu acho que as coisas acontecem sem lógica mesmo! Sem hora nem lugar…. Pode ser hoje, amanha ou daqui a 5 anos! o lugar pode ser pelo orkut, na paulista rs, ou até na empresa que trabalha. Quando tem de acontecer, o amor acontece. isso é fato!
rs
adorei o texto…
há… escreve logo a continuação q to curiosa!!! rs
adoruh!!!
beijo
Eu vi um site interessante que creio que possa ajudar nesta discussão que me parece infértil.
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