Posted by: ycamargo | Julho 7, 2008

Máscaras do Amor

Um novo conto de Y. Camargo… baseado em fatos reais

blind love“Estou sentado à sua porta, esperando que seu amor saia e me encontre…”

Jéssica, com um lindo sorriso nos lábios, lê mais um bilhete de amor enviado por Rodolfo. Ele, um garoto tímido, medroso e cheio de vergonhas, que não tem coragem para revelar seus sentimentos pessoalmente. Ela, menina mimada, que não sabia o que era amar, mas esperava ansiosa alguém que a ensinasse. Lia as cartas e bilhetes de seu admirador secreto como quem lê as previsões de chegada de seu príncipe encantado.

_ Olá, Jéssica! – Os olhos de Rodolfo brilham quando ela passa.

_ Olá Rodolfo! – Ele treme ao ouvir seu nome ser pronunciado pelos lábios amados.

Rodolfo passa quase que o dia todo na frente da casa da Jéssica. Mas há uma desculpa para ficar ali, pois em frente à casa dela há uma mureta, que parece um banco, onde ele e os demais garotos da rua ficavam sentados, conversando e se divertindo. Um lugar perfeito para admirar, mas só admirar.

“As máscaras que cobrem meu rosto não me permitem revelar quem sou…

Ocultam na verdade meu coração, e não revelem que sou na verdade seu amante…”

Ninguém sabia de seu amor por Jéssica. Era algo que ele guardava dentro dele, só para ele. Ele sofria, perdia a fome, não tinha vontade de mais nada. Só pensava nela, e só queria ela. Ele sofria, mas não fazia nada para amenizar seu sofrimento. Eles eram amigos, e ele, bobo, tinha medo de estragar essa amizade. Ficava sempre imaginando os foras que poderia levar, e a decepção de Jéssica se descobrisse seus sentimentos. Ele amava, sem saber o que é amar e sem conhecer o amor.

Jéssica mostra suas cartas e bilhetes para sua melhor amiga, Patricia. Puxa, que lindos Jaqui. Bem que eu queria que alguém me mandasse bilhetes com palavras tão lindas. Patricia também amava alguém, e deseja ser destinatário dos bilhetes e do amor desta pessoa, afinal, quem ama, quer amar, quer amor, quer ser amado.

“Querido diário… hoje quase fui falar com ele. Ia me declarar, dizer tudo o que sinto, o que quero, mas na hora que estava indo, minha amiga Jaqui chegou, e eu fiquei com vergonha. Aiai… queria tanto que ele me notasse. Que viesse falar comigo. Que me amasse.”

O amor é curioso. Parece meio doido às vezes. Amamos quem não nos ama, e quem nos ama não conseguimos amar. E assim a vida vai passando. E Rodolfo está cada dia mais desesperançado, mesmo sem ter motivos para isso. Embora tenham crescido juntos, e passado muito tempo da infância e da adolescência juntos, hoje Rodolfo e Jéssica quase não se falam. Eles estão crescendo, estão mudando, e cada um tem seguido sua vida. Estão concluindo o colégio, pensando na faculdade, pensando em trabalhar. Estão descobrindo o amor, de forma diferente, de forma nova, de forma mais sofrida.

E enquanto Rodolfo ama Jéssica em silêncio, Jéssica ama as palavras de seu admirador, sem saber que ele está tão próximo quanto ela seria capaz de imaginar. Enquanto isso, Patricia espera o dia em que tomará coragem para revelar seu amor ao seu amor.

“Do que vale amar se não for pra te amar. Um dia esta máscara eu vou tirar, e todo meu amor a você vou entregar.”

Mas este dia não chegava. Parecia na verdade ficar cada dia mais distante. Rodolfo, por medo, se afastava cada vez mais de Jéssica. E Jéssica começava a sofrer por não conhecer seu amor. Ela ficava pensando quem poderia ser, de onde a conhecia e como ele fazia para deixar as cartas cada vez em um lugar diferente. Um dia, no portão de sua casa, no outro, no meio de seus cadernos, ou dentro de sua mochila. Certo dia, ela se surpreendeu quando uma carta entrou voando pela janela. Ela saiu correndo tentando encontrar seu admirador, mas era tarde, já não havia ninguém ali. Ela pensava: Quem será o amor que me ama em segredo? Até que no seu intimo pensou: Não seria o Rodolfo meu amante secreto? Sinto algo gostoso no olhar e no sorriso dele quando me vê. Ele é legal, e sempre nos demos tão bem. Seria legal se fosse ele. Será? Depois de tanto tempo como ele poderia se apaixonar por mim?

Quem entende os caminhos do coração? São caminhos loucos, longe da razão. E nestes caminhos fazemos coisas que ninguém entende. Deixamos acontecer coisas que mudam nossa vida, e deixamos ficar dúvidas que nos acompanham pela vida… mas nunca saberemos o que poderia ter acontecido, se tudo acontecesse de forma diferente.

_ Oi Rodolfo!
_ Oi Patricia!
_ Posso falar com você?
Rodolfo começa a suar. Será que Jéssica mandou sua melhor amiga falar alguma coisa para ele? Será que ela finalmente descobriu que ele é o autor das cartas e bilhetes, e ficou tão chateada que nem quis ir falar pessoalmente com ele? Seus pensamentos estavam fervendo enquanto ele diz: Claro Pat, tudo bem, pode falar.

_ Ai… é que eu não sei nem como falar… é uma coisa muito delicada…
Imagino que seja, pensa Rodolfo. Você está para dar um golpe em meu coração, e não sabe como fazer. Eu não saberia.
_ Eu te amo! Sempre te amei! Sempre quero te amar! Quer namorar comigo?

Silêncio! Rodolfo, Patricia, ambos ficaram calados, sem reação. Ela não acreditava. Finalmente teve coragem para se declarar. Ele, não acreditava no que estava ouvindo. Não esperava aquilo. Nunca tinha parado para reparar naquela menina que agora estava sorrindo nervosa na sua frente. Nunca poderia esperar por aquilo. E não sabia o que fazer, não sabia o que pensar. Quer dizer, na verdade não conseguia organizar seus pensamentos, pois tantas coisas passaram por sua cabeça que ele não conseguia se concentrar em nada. E não sabia o que dizer. Mas de repente algo para todo aquele turbilhão de pensamentos. Jéssica, que esta vindo em sua direção. Sorrindo, linda, mas tão longe de sua realidade. Na sua frente estava o amor que ele não esperava. E agora vinha em sua direção o amor que ele desejava em segredo. Claro que ela estava vindo por causa de sua melhor amiga, Patricia, e isso apenas acabava ainda mais com suas esperanças de um dia desfrutar do amor de Jéssica.

_ Oi Rodolfo!
_ Oi Jéssica!
_ Pat, estava mesmo te procurando. Preciso falar com você.
_ Ahhh… é… hmmm… tá bom… vamos! Rodolfo, depois conversamos ok? E se você quiser me dizer algo, pode me mandar uma mensagem. Estou ansiosa…

Rodolfo fica parado, enquanto Jéssica e Patricia vão se afastando, até entrarem na casa de Jéssica. Não sabia o que fazer, mas queria fazer algo. E o que seria o certo a fazer?

_ Puxa Pat, você estava conversando com o Rodolfo?
_ Estava, tinha acabado de encontrar com ele.
_ E ele falou alguma coisa de mim?
_ Não, porque?
_ Sei lá. Estava pensando… será que não é ele que está me enviando aqueles bilhetes?blind

Esta simples pergunta caiu como um balde de água gelada sobre Patricia. Ela nunca tinha pensado nisso, mas agora até que fazia sentido. O jeito que ele olhava pra Jéssica. E o jeito que ela olhava pra ele. Não só era provável que Rodolfo fosse o admirador secreto de Jéssica, como era quase certo que Jéssica esperava isso.

_ Jéssica, você está gostando do Rodolfo?

Um sorriso se desenha no rosto de Jéssica. Um sorriso que dispensa qualquer palavra. E neste momento, antes que Jéssica pudesse responder, um bip do celular avisa de uma nova mensagem recebida por Patricia. Ela lê sem acreditar, e agora, sem saber o que fazer e o que pensar.

“Minha resposta é sim.
Quero namorar com você!
Beijo… me liga!
Rodolfo”

Posted by: ycamargo | Abril 21, 2008

Corpos de consumo

Um texto de ROSE MARIE MURARO E MARIA TEREZA MALDONADO*

*O modelo ideal de homem e mulher, em vez de elevar a auto-estima, só faz com que esta diminua e seja substituída por mal-estar*

DESDE QUE começamos a trabalhar com mulheres, a pergunta básica que nunca deixou de ser a mesma é sobre o tratamento da mídia a respeito do corpo feminino. Agora, contudo, devido ao avanço da tecnologia, a coisa está se tornando mais grave. O consumo não é mais sobre a forma física da mulher, que é sempre jovem, magra e bela, mas sobre seus laços mais profundos.

Sites americanos e brasileiros apresentam o “pacote de cirurgia pós-parto”: lipoaspiração para retirada das gordurinhas extras, correção da vulva e dos seios, tudo para consertar o “estrago” que a gravidez faz no corpo da mulher. Médicos mais sensatos recomendam alguns meses de espera para que a própria fisiologia se encarregue de fazer boa parte do trabalho, mas outros vendem a idéia de “aproveitar a oportunidade do parto” e cuidar de recuperar rapidamente a auto-estima supostamente perdida com a “deformação” provocada pelo feto.

O vínculo amoroso imprescindível com o bebê, a intimidade da amamentação, a importância dos primeiros dias e semanas após o parto para incluir o bebê na família deixaram de ser a prioridade?

Sim. Para a sociedade de consumo, nem o corpo da mulher nem o da criança nem o do homem são prioridades. A prioridade única e exclusiva é o lucro. O lucro vale mais do que a vida humana.

No depoimento de algumas mulheres motivadas a comprar o “pacote”, os argumentos giravam em torno de garantir a permanência do desejo do marido, preservar a boa imagem no ambiente de trabalho, destacar a importância do corpo perfeito. E agora perguntamos: vale a pena ficar com um companheiro que só nos quer se estivermos “com tudo em cima”? O consumo também engole os valores mais profundos do amor.

Em conversa com uma moça na faixa dos 20 anos, vimos a insegurança de ir para a cama com o namorado sem estar perfeitamente depilada. Este, por sua vez, também depila os pêlos do peito: não é à toa que cresce o nicho das clínicas de depilação. Será que o desejo ficou tão vulnerável à estética, tão volátil, que desaparece sem os devidos cremes, as horas nas academias e os tratamentos de beleza para corrigir as imperfeições?

É isso que se faz com a juventude.

Ao invés de aumentar a auto-estima, o “modelo perfeito” de homens e mulheres só faz com que esta diminua e seja substituída por um mal-estar subjacente que, desde a adolescência, persegue homens e mulheres a respeito de sua imagem até o fim da vida. Porque é impossível para o ser humano médio competir com os padrões de beleza que vê nas revistas, nos filmes e nas novelas de televisão. O fato se agrava cada vez mais à medida que a mulher vai amadurecendo.

Na maioria dos países desenvolvidos, os anos de vida útil aumentam cada vez mais, e cada vez mais se faz uma publicidade para a beleza amadurecida. No Brasil, as companhias de cosméticos não conseguem furar a barreira do preconceito da eterna juventude, a fim de criar uma “juventude” interna que não se desgasta com o correr dos anos.

Em meio a intensas dores e desconforto de uma plástica de abdome para tirar a barriguinha que ficou mal na foto, uma mulher de meia-idade pensa na calça jeans e nos vestidos de malha que conseguirá usar depois de atravessar a via-crúcis do pós-cirúrgico e das várias limitações à sua mobilidade nas primeiras semanas.

Qual o verdadeiro sentido desse sofrimento auto-imposto?

O amor, o desejo, a ternura e a cumplicidade podem existir entre pessoas com corpos imperfeitos. Ao contrário do que a mídia apregoa, quanto mais maduros homens e mulheres, mais profundas se tornam suas relações, mais independentes de estereótipos e mais prazerosas, de um prazer inabalável, se não fosse o bombardeio midiático de que a velhice é uma doença, e não uma plenitude.

Para onde nos leva o capital/dinheiro? São inaceitáveis as marcas (e os marcos) do tempo no corpo? É imoral envelhecer?

O pior é que não é só o corpo que o capital/dinheiro destrói. Ele destrói também a capacidade de homens e mulheres de aprofundarem a sua relação com a realidade. Destruir o corpo real e substituí-lo por um corpo de consumo é também substituir a “realidade real” por uma “realidade de consumo”, que tende a destruir a própria espécie humana (a partir do desequilíbrio climático pelo excesso de consumo).

*ROSE MARIE MURARO*, 75, escritora e editora, é patrona do feminismo brasileiro (Lei 11.261/2005).
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*MARIA TEREZA MALDONADO*, 59, psicóloga, é integrante da American Family Therapy Academy, com mais de 20 livros publicados.

Posted by: ycamargo | Abril 9, 2008

A TEORIA DO AMOR, SUAS VARIAVEIS E SUAS VARIAÇÕES

Um texto de Y. Camargo

Prólogo

_ Não sei mais o que fazer. A gente se dá tão bem. E parecemos tanto um com o outro. Ela me entende. Me compreende. É alguém com que valeria a pena passar o resto da vida.

Parte 4: Afinidade

Alguns dias antes

DR_ Humberto! Estou te esperando faz quase uma hora. Onde você está? Você não liga pra mim mesmo né!

Humberto estava quase 30 minutos atrasado para um encontro com a Jéssica. E ela estava pegando no pé ultimamente. Ele, tolerando tudo pacientemente. Bom, nem sempre tão paciente. A atração já estava diminuindo. A paixão cozinhando em fogo brando. O que acontece com um casal quando a atração e a paixão passam?

Quando isso acontece, as diferenças vêm a tona, e os sentimentos são colocados a prova. Pode acontecer de um dos parceiros rejeitar o outro. Ou pode haver rejeição mútua. Mas o ideal é quando descobrem afinidade entre eles. E mesmo com toda diferença, passa a valer a pena lutar pela construção de um relacionamento que dure. Mas isso não é fácil. É como se escamas caíssem dos olhos, e um finalmente enxerga os defeitos do outro. Percebe que aquela pessoa perfeita, não é tão perfeita, e que seus pequenos defeitos, na verdade são grandes defeitos.

Jéssica estava vivendo isso na pele. Ao mesmo tempo que ela percebia que amava Humberto, e que queria ficar para sempre ao lado dele, ela também percebia suas falhas e defeitos, e acabava discutindo com ele, pois na cabeça dela, ele deveria mudar por amá-la. Mas Humberto também passava pela mesma fase. Enquanto estava na fase da paixão, ele estava cego, mas agora ele esta caindo na realidade, e a Jéssica perfeita que conheceu às vezes já não se parecia com a que via hoje.

Mas esta fase é necessária. As pessoas são diferentes uma das outras, e algumas arestas sempre aparecem para serem aparadas.

“Chega de imaginar príncipes encantados
todos nós temos defeitos, e o casal perfeito
foi criado com base nas imperfeições
para fazer crianças dormir,

para esquecer da realidade que vivemos”
(Projeto Realejo)

Mas Humberto acredita neste relacionamento, e não quer deixar tudo acabar por motivos tão bestas. Por isso ele tem tentado resgatar o romantismo dos primeiros meses. Semana passada ele deu a ela um colar. Ela amou, mas também ficou desconfiada. “Porque será que ele está me presenteando assim do nada? Será que ele quer esconder alguma coisa? Quer distrair minha atenção?” E mal sabia ela que desta vez o motivo do atraso dele é que ele está numa loja na Avenida Autonomistica, comprando uma cesta com vinho, flores e chocolates. Ele vai enviar a cesta para o trabalho dela, amanhã, quando os dois completam 11 meses de namoro.

Mas mesmo o romantismo é colocado a prova quando estão na fase de transição entre paixão e afinidade. Quando se começa a ver o outro à luz do dia, alguns detalhes que pareciam encantadores podem passar a ser irritantes.

_ HUMBERTO! Você não cuida da sua casa. O que são estas roupas espalhadas pelo chão? E esta geladeira vazia. Estou com fome, e chego aqui e não tem nada pra comer. Você não está nem ai pra mim mesmo! - Mas antigamente ela até achava graça em abrir a geladeira e não encontrar nada. O máximo que dizia era “estou com fome. Vamos sair para comprar alguma coisa?” ou “que tal darmos um pulinho no supermercado?”.

E o Humberto, que sempre ouviu tudo o que ela dizia pacientemente, e até adorava, agora se imagina apertando o pescoço dela, enquanto pensa: “Será que eu posso agüentar isso pra sempre? Será que temos alguma coisa em comum?”

“A rosa é a flor do amor. Depois de
três dias, as pétalas caem e você fica com
uma coisa feia e pontuda nas mãos.”
(Allan e Barbara Pease)

Mas encontrar a “cara-metade” significa ver o que os dois têm em comum a longo prazo e fazer isso antes de a cegueira natural causada pelos hormônios operar. Será que quando a paixão acabar - e isso é fato, uma hora acaba, é renovável, mas acaba - será possível um relacionamento baseado em companheirismo e interesse comuns?

Amizade! Este é um ponto importante. Um relacionamento tem que ter amizade, para que haja mais do que atração sexual e paixão. Para que haja prazer de conviver e em quem confiar.

_ HUMBERTO! O que está acontecendo? Você não liga mais pra mim. Me diz, qual é o problema? Você não gosta mais de mim? É isso? Pode falar.

_ Jéssica, meu amor. Não é esse o caso!

_ Ah! Caso… é isso. Você está tendo um caso com alguém não é?

_ Hã?! Claro que não. Nunca! Você não está bem. Acho melhor a gente conversar quando você estiver mais calma.Fim

_ Então é assim. Você acha que basta fugir pra resolver tudo. Porque não assume o que você quer afinal.

_ Como assim? O que você está dizendo? Não estou fugindo de nada. Porque você não diz o que quer então? Se está tão incomodada. Você quer terminar? É isso?

_ Isso é típico de vocês homens, covardes. Tentam esconder as coisas até o último momento, e quando não agüentam mais, fogem. Acham que é mais fácil se acovardar e terminar. Tudo bem, então suma da minha frente. Está tudo acabado!

<FIM…?>

Posted by: ycamargo | Abril 3, 2008

A TEORIA DO AMOR, SUAS VARIAVEIS E SUAS VARIAÇÕES

Um texto de Y. Camargo

Prólogo

Eu nunca morri, mas será que o sentimento de morte é algo como o que estou sentindo? Está dor no peito que me sufoca. A sensação de que toda felicidade deixou de existir em minha vida.

Humberto

 

Este é o trecho de um e-mail enviado por Humberto a uma amiga há alguns meses atrás, quando começava finalmente a se dar conta do que queria e do que não queria para sua vida. Algumas pessoas, principalmente algumas mulheres, costumam julgar os homens como insensíveis, seres desprovidos de qualquer sentimento. Apenas um homem que sente a dor de amar, de estar apaixonado ou de perder alguém pode dizer o que e quanto sente. Alguns tentam se esconder por trás de uma máscara de falsa masculinidade, pois aprenderam desde crianças que homem não chora. Isso não é verdade. Homens podem não saber expressar seus sentimentos, mas eles sentem a perda de um grande amor, eles sofrem, sentem saudades e também se apaixonam de verdade.

Parte 3: Paixão

sf (lat passione) 1 Sentimento forte, como o amor, o ódio etc. 2 Movimento impetuoso da alma para o bem ou para o mal. 3 Mais comumente paixão designa amor, atração de um sexo pelo outro. 4 Gosto muito vivo, acentuada predileção por alguma coisa. 5 A coisa, o objeto dessa predileção. 6 Parcialidade, prevenção pró ou contra alguma coisa. 7 Desgosto, mágoa, sofrimento prolongado. 8 Os tormentos padecidos por Cristo ou pelos mártires.

A definição de paixão é interessante. A paixão pode ser amor, bem estar, desejo, mas também pode ser mágoa, desgosto e sofrimento. De acordo com os estudos científicos que procuram identificar o amor no cérebro, a paixão seria o segundo “estágio” do amor. É aquele estágio em que a outra pessoa fica ‘martelando’ na sua cabeça. O cérebro só focaliza as qualidades e ignora os defeitos.” A objetivo biológico da paixão é fazer com que um homem e uma mulher tenham uma ligação, e a emoção é tão forte, que causa uma euforia incrível. Mas quando há rejeição, pode provocar um desespero terrível e levar à obsessão, ou, em casos extremos, acabar em assassinato ou suicídio.

PaixãoHumberto e Jéssica estavam se divertindo muito. Eles bebiam, conversavam, riam. O momento era especial – corações acelerados, mãos molhadas de suor, borboletas no estômago, o corpo todo vibrando. Estavam nas nuvens. Para encerrar a noite, um beijo. Derreteram-se por dentro. No dia seguinte estavam muito mais felizes. Todos percebiam a alegria que transbordava. Naquele momento nem o pior resfriado poderia atingi-los.

Isso mesmo. Durante o estágio da paixão, várias substâncias químicas poderosas são liberadas e a satisfação é completa. A dopamina provoca a sensação de bem-estar, a feniletilamina aumenta a excitação, a serotonina cria sentimento de estabilidade emocional e a noradrenalina produz a certeza de que tudo é possível.

A principal substância química que provoca os sintomas da paixão é a feniletilamina, da família das anfetaminas, encontrada no chocolate. É a maior responsável pelo coração disparado, pela mão suada, pelas pupilas dilatadas e pelas “borboletas” no estômago. A adrenalina também é liberada, acelerando ainda mais o coração, deixando a pessoa alerta e com uma sensação de bem-estar. E há ainda as endorfinas, que melhoram o sistema imunológico e curam a gripe. Quando duas pessoas se beijam, seus cérebros fazem uma rápida análise da saliva um do outro e decidem sobre a compatibilidade genética. O cérebro feminino faz ainda um exame químico do sistema imunológico masculino. Todas essas reações positivas explicam uma coisa: As pessoas apaixonadas são mais saudáveis e resistentes às doenças. O amor faz bem à saúde.

(Allan e Barbara Pease)

Mas, de acordo com estudos e pesquisas, é uma situação temporária, que pode durar entre três e doze meses. Na verdade, a paixão não passa de um truque biológico da natureza com o objetivo de que homem e mulher fiquem juntos tempo suficiente para procriar.

_ Jéssica, você é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida.

_ Oh! Humberto. Eu te amo!

É fácil para as mulheres expressar seus sentimentos. Fazer uma declaração de amor não é problema para elas, que possuem uma estrutura cerebral que enche seu mundo de sentimentos, emoções, comunicação e palavras. Já o homem, que muitas vezes é tido com insensível, na verdade apenas não sabe bem o que é o amor, o que é paixão e acaba confundindo com atração. Se ele não consegue tirar as mãos dela… então deve ser amor. A mulher percebe com facilidade quando não é amor, por isso, se não vale a pena continuar, toma a iniciativa de terminar.

Humberto está apaixonado por Jéssica, mas não sabe como expressar isso. Já Jéssica sente o maior prazer em dizer sempre o quanto ama Humberto. Isso às vezes deixa Humberto incomodado, pois ele não se sente à vontade para dizer o mesmo, e não porque não goste dela, mas para Humberto, declarar seu imposto de renda é muito mais fácil do que declarar seus sentimentos à Jéssica. Mas ainda assim ele sempre demonstra isso em todas as suas atitudes. E como tinha mais facilidade com as palavras escritas, sempre mandava belas mensagens românticas que deixavam Jéssica toda derretida e apaixonada.

Boa parte dos homens tem certa fobia a compromisso. Para eles, dizer a palavra “amor” é dizer “quer casar comigo?” assumir um compromisso para toda a vida. Outros homensPaixão acabam desvalorizando o dizer “eu te amo” e saem dizendo a todas em todo lugar. Nem notam que para a mulher “amor” é praticamente uma palavra mágica que pode transformar uma relação.

Não há dúvidas que as mulheres geralmente são muito mais resolvidas com relação aos seus sentimentos. Humberto e Jéssica estavam juntos há mais de cinco meses. Ela se sentia protegida, valorizada e querida, e sentia que os dois pareciam finalmente ter chegado à fase da afinidade.

_ Isso deve realmente ser amor!

Posted by: ycamargo | Março 30, 2008

A TEORIA DO AMOR, SUAS VARIAVEIS E SUAS VARIAÇÕES

Um texto de Y. Camargo

Parte 2: Atração

Atração é definido pelo dicionário Michaelis da língua portuguesa como:

sf (lat attractione) 1 Ação de atrair. 2 Força que atrai. 3 Inclinação, simpatia. 4 Espetáculo ou qualquer representação, pessoa ou coisa, que atrai grande número de pessoas. sf pl Distrações, divertimentos, prazeres. A. química: a que existe entre corpos de natureza diversa, os quais tendem a combinar-se formando compostos.

Fantástica mesmo é a definição pela química. Atração física é química. É coisa de pele, entende? Enquanto isso, numa cidade qualquer da região da grande São Paulo, duas amigas estão conversando.

_ Ai Nat, eu pensei que ele estava interessado. Pegou meu telefone, mas não ligou até agora. Acho que nem vai ligar.

_ Calma Jéssica. Vocês se encontraram sábado, faz apenas dois dias. Sem contar que você nem sabe o nome dele.

_ Mas ele sabe o meu. E sabe meu número. Se não era pra ligar, por que pediu então?

Chega o fim do dia. Jéssica está voltando da faculdade, quando seu telefone toca. Ela não reconhece o número, mas sente uma pontada de esperança. Aquele rapaz do ponto de ônibus realmente a interessou, a atraiu. Ela queria conhece-lo, queria que fosse ele ligando.

Não muito longe dali, Humberto escuta o telefone chamar. Foram dois dias até ele vencer seu medo de telefone e ligar. Ele geralmente é muito tímido, principalmente com quem não conhece, então pra ele ligar pra alguém que não conhece é muito dificil. Nem pra quem ele conhece ele gosta de ligar. Mas aquela situação era diferente. Ele queria, precisava falar com aquele garota que não saia de seus pensamentos. Ele queria conhece-la, queria que ela atendesse sua ligação.

A atração é uma das três principais emoções ligadas aos estudos cientificos que tentam encontrar localizar o amor no cérebro. Se refere aos aspectos físicos e não-verbais. É algo que acontece naturalmente. Não tem como forçar. E não estou falando apenas da atração sexual, que também é muito importante num relacionamento. Todo este ciclo começa antes no nosso cérebro, e vai se espalhando pelo corpo. É a atração que faz com que duas pessoas queiram se conhecer, queiram estar mais perto, ainda que por e-mails, SMS, internet, telefone. Era o que Humberto e Jéssica estavam sentindo. Um já estava atraido pelo outro desde sábado.

_ Alô!

_ Eh… Jéssica? Ahhhh… Humberto não sabia direito o que falar. Ele nunca foi muito bom em se expressar. Conseguia até escrever bem, mas falar era muito dificil, ainda mais nesta fase de primeiros contatos. Mas ele precisava vencer toda vergonha e timidez.

_ Aqui é o Hummberto… Do ponto de ônibus, sábado. Lembra? Ele se achava ridiculo. Claro que ela não lembra. Não sei nem se passou o telefone certo.

_ Oi. Lembro sim.

Os corações deles estavam acelarados. Ainda de forma muito tímida conversaram, riram, se conheceram um pouco mais. Trocaram endereços de e-mail e MSN. Desligaram. Durante a semana se falaram muito, várias vezes ao dia, principalmente por e-mail. Ela mandava lindos e-mails para ele, que não ficava atrás e mandava outros tão lindos quanto. A felicidade transbordava a cada nova mensagem, e a ansiedade às vezes chegava a doer, esperando a próxima resposta. Combinaram tudo para sábado. Se encontrariam num barzinho no centro da cidade.

Chegou então o dia. Naquela noite Humberto e Jéssica sairiam pela primeira vez. Acordaram que não se aguentavam de tanta ansiedade. As flores tinham uma cor especial, os pássaros cantavam mais, o sol brilhava com uma nova força. Sem dúvida naquela noite as estrelas sorririam.

<Fim da Parte 2>

Posted by: ycamargo | Março 29, 2008

A TEORIA DO AMOR, SUAS VARIAVEIS E SUAS VARIAÇÕES

Um texto de Y. Camargo

Parte 1: Como nasce o amor?

Cupido Burro é FodaO amor é real? O amor existe? O que realmente é amor? O dicionário Michaelis define amor da seguinte forma:

sm (lat amore) 1 Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso. 2 Grande afeição de uma a outra pessoa de sexo contrário. 3 Afeição, grande amizade, ligação espiritual. 4 Objeto dessa afeição. 5 Benevolência, carinho, simpatia. 6 Tendência ou instinto que aproxima os animais para a reprodução. 7 Desejo sexual. 8 Ambição, cobiça. 9 Culto, veneração. 10 Caridade. 11 Coisa ou pessoa bonita, preciosa, bem apresentada. 12 Tendência da alma para se apegar aos objetos. 13 Namoro. 2 O objeto amado. 3 O tempo em que se ama.

Na minha humilde opinião, amor seria pouco e muito de tudo isso. Há amores e amores. Tipos e fases de amor e do amar. Eu por exemplo, amo minha família. É um amor incondicional, grande, uma ligação de sangue. Mas há ainda a família que escolhi. Meus amigos e amigas. Também os amo de forma muito especial, afinal, eu os escolhi para amar.

Mas e quanto ao tal discutido amor romântico? O amor de um homem por uma mulher. A grande afeição de uma a outra pessoa de sexo contrário.

Humberto sempre questionou a existência do amor. Ele já sofreu tanto por causa de seus sentimentos enganosos. Amor não existe, dizia ele. Tem se tornado normal ouvir isso hoje em dia. Eu mesmo já disse algumas vezes, em momentos de intensa decepção. Até que compreendi um pouco melhor o que poderia ser o amor. Acho difícil ter certeza, até porque uma das coisas que percebi é que a forma do amor varia de pessoa para pessoa.

Humberto acabara de sair de um casamento decepcionante, onde ele se viu perdendo boa parte de sua vida. Só queria saber de curtir, aproveitar a liberdade. Saia com várias mulheres, mas não havia sentimento. Como a maioria dos homens, ele só queria saber de sexo. Mas no fundo ele sabia que não era aquela vida que ele queria. Faltava alguma coisa. Ele sentia um vazio em seu coração, mas não sabia exatamente o que era. Era difícil ver Humberto sozinho, estava sempre acompanhado de lindas mulheres e de seus muitos amigos. Mas ainda sim ele se sentia muito solitário.

Numa fase pré-amor, acredito ser importante reconhecer o que o amor não é a solidão quem faz. Confundir isso cria apenas ilusão. Mas como explicar então o que produziria o amor?

Humberto está voltando da casa de seus pais. Já em sua cidade, está esperando o ônibus para sua casa. E é então que acontece algo que ele não esperava. Ele vê a visão do seu, um anjo esplendoroso que atrai sua atenção. Cada homem possui uma definição intima de mulher ideal, e ele a vê bem ali na sua frente. Ele olha pra ele. Ele sorri, sem jeito, sem graça. Mas que loucura, isso é um ponto de ônibus. Devo estar bancando o ridículo. Mas ela olha novamente, sorrindo, e cochicha algo com sua amiga. O nome dela é Jéssica, é a coisa mais linda que Deus pode fazer.

Ela parece interessada. Não é possível. Logo aqui. O que eu faço. Ah, será que este é oOlha lá... é ele! ônibus dela? Preciso fazer alguma coisa. Não era o ônibus dela. Mas ele não podia ficar esperando que ela fosse embora sem fazer nada. Ele se arrependeria pelo resto da vida.

Tempo, lugar, hora, ambiente. Pode acontecer em qualquer lugar. Aquela faísca inexplicável, o brilho no olhar, as borboletas no estomago. Não importa se num ponto de ônibus ou na porta de um banheiro. Pessoalmente, pela internet. Mas quando tem que acontecer, simplesmente acontece.

_ Oi. Tudo bem? Ele finalmente toma coragem.

_ Hihi… Oi! Tudo. Ela sorri, e responde meio sem graça.

_ Bom… acho que não temos muito tempo, então… posso pegar seu telefone ou te passar o meu?

_ Claro! Anota o meu.

Ele ouve e anota o telefone. Já não consegue controlar seus pensamentos. Nem acredita no que está fazendo. Ela deve estar achando que sou louco.

_ Sabe…

_ Meu ônibus. Tenho que ir. Tchau!

_ Eh… tchau. Eu te ligo.

_ Tá… liga sim… hihi…

Os olhos dele a seguem enquanto ela sobe no ônibus. Mas o que foi que acabou de acontecer? E lá se vai ela, rumo ao Novo Horizonte, tão perto, tão longe.

Fim da Parte 1

Posted by: ycamargo | Março 15, 2008

DESABAFOS DE UM BOM MARIDO

Por Luís Fernando Veríssimo
Casal Minha esposa e eu temos o segredo pra fazer um casamento durar: duas vezes por semana, vamos a um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida, e um bom companheirismo.

Ela vai às terças-feiras, e eu às quintas.

Nós também dormimos em camas separadas: a dela é em Fortaleza e a minha em São Paulo.

Eu levo minha esposa a todos os lugares, mas ela sempre acha o caminho de volta.

Perguntei a ela onde ela gostaria de ir no nosso aniversário de casamento. “Em algum lugar que eu não tenha ido há muito tempo!” ela disse. Então eu sugeri a cozinha.

Nós sempre andamos de mãos dadas. Se eu soltar, ela vai às compras.

Ela tem um liquidificador elétrico, uma torradeira elétrica, e uma máquina de fazer pão elétrica. Então ela disse: “Nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar”. Daí, comprei pra ela uma cadeira elétrica.

Lembrem-se, o casamento é a causa número um para o divórcio.

Estatisticamente, 100 % dos divórcios começam com o casamento.

Eu me casei com a “Sra. Certa”. Só não sabia que o primeiro nome dela era “Sempre”.

Já fazem 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la. Mas tenho que admitir, a nossa última briga foi culpa minha. Ela perguntou: “O que tem na TV?” E eu disse “Poeira”.

No começo Deus criou o mundo e descansou. Então, Ele criou o homem e descansou. Depois, criou a mulher. Desde então, nem Deus, nem o homem, nem o mundo tiveram mais descanso.

Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempre me dando a entender que eu deveria consertá-lo. Mas eu sempre acabava tendo outra coisa para cuidar antes: o caminhão, o carro, a pesca, sempre alguma coisa mais importante para mim.

Finalmente ela pensou num jeito esperto de me convencer. Certo dia, ao chegar em casa, encontrei-a sentada na grama alta, ocupada em podá-la com uma tesourinha de costura. Eu olhei em silêncio por um tempo, me emocionei bastante e depois entrei em casa.

Em alguns minutos eu voltei com uma escova de dentes e lhe entreguei. Quando você terminar de cortar a grama, eu disse, você pode também varrer a calçada.

Depois disso não me lembro de mais nada. Os médicos dizem que eu voltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida.

O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa e a outra é o marido…

Posted by: ycamargo | Março 8, 2008

Parabéns Mulher!

“As mulheres constituem a metade mais bela do mundo”
Jean-Jacques Rousseau


Uma semente… uma flor
Um grão de areia… uma pérola
Um desejo… uma conquista
Uma menina… uma MULHER

Sim, elas possuem o dom do transformar e do fazer

E as mulheres fazem
Mulheres fazem o mundo
Fazem o globo girar
Fazem tudo num segundo
Fazem a vida durar
Mulheres não fazem guerra
Fazem nascerem na Terra
Os frutos do verbo amar

Ninguém nasce mulher, mas se faz mulher.

FELIZ DIA DAS MULHERES

Posted by: ycamargo | Fevereiro 28, 2008

Gente de Talento: Melhores Momentos em Vídeo

Posted by: ycamargo | Fevereiro 23, 2008

Gente de Talento e Contrato de Namoro

Gente de TalentoOntem foi realizada na Caixa Cultural São Paulo uma Coquetel de Reconhecimento e Homenagem aos vencedores do Concurso Gente de Talento 2007. Como já disse em outro post, fui contemplado neste concurso com o texto A Burrocratização do Namoro, e foi engraçado que durante toda esta semana se falou sobre esta ação de reconhecimento, muitas pessoas me felicitaram, e-mails foram enviados para toda a empresa informando sobre os vencedores do concurso e convidando para o evento. E por coincidência esta semana começou a rolar nas caixas de mensagens um modelo de Contrato de Namoro.

Nem preciso dizer que algumas pessoas já imaginaram que era coisa minha, e por isso estou dizendo tudo isso, pra me defender. Eu não tenho nada a ver com este Contrato de Namoro que está circulando por aí. Desta vez sou inocente.

Mas como não quero deixar ninguém curioso, coloco abaixo o tal contrato, já que querendo ou não, tem algumas coisas interessantes (principalmente para os homens).

Contrato de Namoro

Os abaixo-assinados, (nome do namorado), doravante conhecido apenas como o NAMORADO, e (nome da namorada), doravante conhecida única e exclusivamente como a NAMORADA, têm entre si justa e contratada a constituição de uma sociedade civil por quotas de responsabilidade limitada, que se regerá pelas cláusulas e condições seguintes:

Título 1 - Dos princípios gerais

Primeira - A NAMORADA compromete-se em prover amor única e exclusivamente para o NAMORADO.

Segunda - O NAMORADO compromete-se a prover amor e carinho única e exclusivamente para a NAMORADA.
par.1 - Salvo exceções onde o NAMORADO estiver em estado avançado de embriaguês. Estado cuja qual a traição seja considerada distração.

Terceira - A NAMORADA compromete-se em entender a necessidade do NAMORADO de reunir-se semanalmente com os amigos para o ato futebolístico, cervejada e churrasco, atos estes necessários para o bom andamento do corpo e mente do NAMORADO.
par.1 - A NAMORADA entenderá que não existe horário fixo para que o NAMORADO chegue em casa nos dias de reunião, sendo que 3 (três) da manhã nunca é tão tarde.

Quarta - A NAMORADA sempre obedecerá todas as ordens e vontades do NAMORADO.
Quinta - A NAMORADA compromete-se em prover ao NAMORADO todo sexo necessário, sendo que toda e qualquer desculpa (dores de cabeça, novo penteado, horário) serão sumariamente ignorados pelo NAMORADO.
par.1 - O NAMORADO reserva-se também o direito de testar sempre a mulher alheia, com finalidade de ganhar conhecimento extra para satisfazer com maior eficiência as necessidades da NAMORADA.
par.2 - É lícito ao NAMORADO, durante um mês a cada ano, tirar férias da NAMORADA, não cabendo qualquer explicação ou justificativa sob pena de violação de intimidade.

Sexta - Toda e qualquer conta de valor superior a 100 (cem) reais deverão ser pagas pela NAMORADA, inclusive as cobranças referentes a utilização de motéis e casas de meretrício, mesmo que a NAMORADA não tenha acompanhado o NAMORADO ao estabelecimento.
par.1 - Todas as cobranças inferiores à 100 (cem) reais deverão ser pagas 80% pela NAMORADA, 20% pelo NAMORADO.

Sétima - O NAMORADO compromete-se desde o início a NUNCA trair a namorada com nenhuma mulher que NÃO se encaixe nesta classificação: - 1. as nacionais - 2. as extrangeiras
par.1 - Em caso de traição com algum ser do sexo feminino que não se enquadre corretamente na classificação acima citada a NAMORADA reserva-se o direito de utilizar qualquer tipo de material afiado e cortante nas partes íntimas do NAMORADO.

Oitava - A NAMORADA compromete-se em NUNCA tocar partes traseiras e íntimas do NAMORADO, região também conhecida como o “precioso”.

Nona - Toda e qualquer disposição não escrita neste contrato deverá ser obedecida sempre que o NAMORADO quiser, a NAMORADA nunca estará com a razão.

Décima - A NAMORADA nunca deverá chantagear o NAMORADO, principalmente com sexo.

Título 2 - Disposições finais

Décima primeira - A sociedade terá duração indeterminada.

Décima segunda - O NAMORADO fica isento de culpa ou dolo de qualquer delito que porventura tenha sido ocasionado pelos itens descritos na redação determinada pela Lei vigente 6264/38:
I - Grau alc
oólico elevado
II - ambiente favorável

Décima terceira - O contrato passa a ter validade quando o NAMORADO achar que deve ter.
par.1 - O NAMORADO determinará a vigência e área de cobertura do contrato.

Título 3 - Do regime da sociedade

Décima quarta - Somente é lícito à NAMORADA fazer regime. Qualquer reclamação sobre o peso ou o estado físico do NAMORADO dá a este o direito à separação.

Décima quinta - A NAMORADA se compromete a permanecer com o peso, e o físico, do dia do início do namoro. Qualquer alteração será considerada violação dos deveres matrimoniais, ensejando o encerramento do namoro por culpa da gorducha.
par.1 - Quando houver alteração para um menor peso, é facultado ao NAMORADO pedir à separação, sendo que, quando solicitado, a culpa recairá sobre a anoréxica.

Título 4 - Do regime de bens

Décima sexta - O casal adotará o Regime Híbrido. Quando houver aumento patrimonial advindo do NAMORADO, vigorará a Separação Total de Bens. Quando o aumento advier da NAMORADA, vigorará a Comunhão parcial de bens, somando-se tais bens aos do casal.

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NOME DO NAMORADO

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[NOME NAMORADA]

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